quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Tecnologia e o Aluno


 Atualmente estamos vivenciando uma revolução tecnológica, em todos os sentidos e essa evolução vem ocorrendo de forma muito rápida e muitos setores da sociedade não tem conseguindo acompanhar essa evolução, dentre eles a educação escolar, cujos currículos, com pretensão de formação, se mantêm desarticulados dessa nova ordem, entendidas como evolução tecnológicas. Por outro lado a formação de grande parte dos professores que atuam nas escolas, também não atende a essas expectativas. Nesse sentido, se faz necessário empenho sobre as políticas publicas voltada para a formação do professor, contemplando a intensificação da estilização dessas tecnologias escolares e de formação.

Tecnologia nada mais é do que a forma como utilizamos cada ferramenta para realizar determinada ação. A evolução social e cultural da humanidade levou a criação de tecnologias; desde a descoberta do fogo, da roda, da invenção do ábaco, até o momento predominam as tecnologias por onde o homem transita culturalmente.
A tecnologia educacional deve colocar-se inteiramente a serviço de seus objetivos, para que isso ocorra são necessárias mudanças no conceito de currículo escolar, isto deman-da grandes esforços por parte de educadores e autoridades governamentais.
No entanto para que ocorram transformações inovadoras é preciso que se formem edu-cadores pesquisadores com visão ampla de futuro, com idéias que ultrapassem os limites da escola, há necessidade de educadores comprometidos com a idéia de comunidades de aprendizagem. Contribuir para o desenvolvimento profissional de professores é uma tarefa necessária e uma meta passível de ser realizada, em função das dificuldades de acesso às informações e recursos que a tecnologia possibilita
A reformulação educacional com a finalidade de inclusão é urgente, pois o aluno de hoje é muito exigente, o professor precisa ser seletivo para saber o que é mais significativo tanto em termos de conhecimento e conteúdo, como no desenvolvimento de habilidades, competência e valores que são permanentes, já que cada indivíduo irá desenvolver essas competências de maneira diferente.

“O próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do


novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo assim


como o critério de recusar ao velho não é apenas o cronológico, o


velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou


marca uma presença no tempo continua novo. “(FREIRE, 1996; p.198)


Muitas vezes a indiferença com que alguns profissionais encaram o novo é talvez uma forma de defesa contra o risco da era “cibernética” que supostamente dispensa a presen-ça do professor. Devemos nos desfazer deste engano, pois o acesso a esses novos mei-os de informação leva o educando a se inserir melhor e com maior naturalidade nesse meio. Por isso é preciso que educadores e governo revejam suas aplicações em sala de aula para que se formem cidadãos conscientes, capazes de filtrar informações e aptos a tomar decisões. As tecnologias de comunicação oferecem novas formas de aprendiza-gem, novas lógicas, competências e sensibilidades. Temos hoje uma nova realidade e uma escola com métodos vigentes para uma realidade de vinte anos atrás. Com isso a escola acaba não sendo um atrativo para o aluno.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia, Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.






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