sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Novas Tecnologias e Mediação Pedagogica, por Jose Manuel Moran

Sugiro com leitura o seguinte livro:
Novas tecnologias e Mediação Pedagogica, por Jose Manuel Moran


http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=i7uhwQM_PyEC&oi=fnd&pg=PA5&dq=o+professor+e+a+pr%C3%A1tica+pedagogica+com+as+tecnologias&ots=hLZE3Kaas9&sig=EtO0rl8MWl8OfZ1GC76gXdXaAMY#v=onepage&q=&f=false Os inúmeros investimentos em tecnologias  de alta velocidade, surgem para conectar alunos e professores no ensino, seja ele presencial ou a distancia. Como  se já vem discutindo em outros momentos, pensa-se de maneira de que essas  novas tecnologias possam trazer soluções rápidas para mudar a educação, trazendo mais valorização da escola, e do trabalho do profissional, refletido na formação do aluno, preparado para o futuro.  Assim discuti-se: até que ponto, entretanto, tais investimentos não concorrerão apenas  uma onda de modernidade, sem trazer nenhuma "melhora" para o ensino-aprendizagem, mas que seja apenas um ato passageiro, sem valor?
Assim este livro discuti a introdução da informática na  educação. No debate se inserem, entre outros temas, questões associadas a propostas de integração e utilização do computador e da Internet na escola. Numa bordagem de mediação pedagógica, as discussões convergem a uma revisão ampla do papel do professor nos dias de hoje, o que sabemos que se tem sido muito discutido hoje, sobre qual o papel do educador segundo a formação de um ser humano preparado para as exigencias do futuro, e do mercado de trabalho.Assim o diálogo nesta leitura traz uma analise para nós sobre a perspectiva que temos quanto a educação, de se construir novas propostas de ensino-aprendizagem, com novas perspectivas para a educação.




Boa Leitura!!!

Os desafios de ensinar e educar com qualidade
José Manuel Moran




Há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com educação de qualidade. Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino organiza-se uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a compreender áreas específicas do conhecimento (ciências, história, matemática). Na educação o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade. Educar é ajudar a integrar todas as dimensões da vida, a encontrar nosso caminho intelectual, emocional, profissional, que nos realize e que contribua para modificar a sociedade que temos.
Educar é colaborar para que professores e alunos - nas escolas e organizações - transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional - do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos realizados e produtivos.
Educamos de verdade quando aprendemos com cada coisa, pessoa ou idéia que vemos, ouvimos, sentimos, tocamos, experienciamos, lemos, compartilhamos e sonhamos; quando aprendemos em todos os espaços em que vivemos - na família, na escola, no trabalho, no lazer etc. Educamos aprendendo a integrar em novas sínteses o real e o imaginário; o presente e o passado olhando para o futuro; ciência, arte e técnica; razão e emoção.
Ensinar/educar é participar de um processo, em parte, previsível - o que esperamos de cada criança no fim de cada etapa - e, em parte, aleatório, imprevisível. A educação fundamental é feita pela vida, pela reelaboração mental-emocional das experiências pessoais, pela forma de viver, pelas atitudes básicas diante da vida e de nós mesmos. A avaliação do ensino mostra-nos se aprendemos alguns conteúdos e habilidades. Os resultados da educação aparecem a longo prazo. Quanto mais avançamos em idade, mais claramente mostramos até onde aprendemos de verdade, se evoluímos realmente, em que tipo de pessoas nos transformamos.
Ensinar é um processo social (inserido em cada cultura, com suas normas, tradições e leis), mas também é um processo profundamente pessoal: cada um de nós desenvolve um estilo, seu caminho, dentro do que está previsto para a maioria. A sociedade ensina. As instituições aprendem e ensinam. Os professores aprendem e ensinam. Sua personalidade e sua competência ajudam mais ou menos. Ensinar depende também de o aluno querer aprender e estar apto a aprender em determinado nível (depende da maturidade, da motivação e da competência adquiridas).
Fala-se muito de ensino de qualidade. Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns cursos, faculdades universidades com áreas de relativa excelência. Mas o conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de qualidade.


O ensino de qualidade envolve muitas variáveis:



• Uma organização inovadora, aberta, dinâmica, com um projeto pedagógico coerente, aberto, participativo; com infra-estrutura adequada, atualizada, confortável; tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.


• Uma organização que congregue docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente; bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais, e onde haja circunstâncias favoráveis a uma relação efetiva com os alunos que facilite conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los.


• Uma organização que tenha alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.


O ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que ser amplamente subsidiado e patrocinado.
Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência.
Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos esta é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte. O que muitas vezes é fruto de alguns grupos, lideranças de pesquisa, aparece como se fosse generalizado a todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades.
Temos um ensino em que predominam a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.
Temos muitos alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar.
A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.
O ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande demanda existente, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na prática. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do que real processo de mudança.
É importante procurar o ensino de qualidade, mas consciente de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas.
Nosso desafio maior é caminhar para um ensino e uma educação de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesmas no que concerne aos aspectos sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social, que expressem nas suas palavras e ações que estão sempre evoluindo, mudando, avançando.


As dificuldades para mudar na educação


As mudanças demorarão mais do que alguns pensam, porque nos encontramos em processos desiguais de aprendizagem e evolução pessoal e social. Não temos muitas instituições e pessoas que desenvolvam formas avançadas de compreensão e integração, que possam servir como referência. Predomina a média - a ênfase no intelectual, a separação entre a teoria e a prática.
Temos grandes dificuldades no gerenciamento emocional, tanto no pessoal como no organizacional, o que dificulta o aprendizado rápido. São poucos os modelos vivos de aprendizagem integradora, que junta teoria e prática, que aproxima o pensar do viver.
A ética permanece contraditória entre a teoria e a prática. Os meios de comunicação mostram com freqüência como alguns governantes, empresários, políticos e outros grupos de elite agem impunemente. Muitos adultos falam uma coisa - respeitar as leis - e praticam outra, deixando confusos os alunos e levando-os a imitar mais tarde esses modelos.
O autoritarismo da maior parte das relações humanas interpessoais, grupais e organizacionais espelha o estágio atrasado em que nos encontramos individual e coletivamente em termos de desenvolvimento humano, de equilíbrio pessoal, de amadurecimento social. E somente podemos educar para a autonomia, para a liberdade com processos fundamentalmente participativos, interativos, libertadores, que respeitem as diferenças, que incentivem, que apoiem, orientados por pessoas e organizações livres.
As mudanças na educação dependem, em primeiro lugar, de termos educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque desse contato saímos enriquecidos.
O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e, ao mesmo tempo, está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a nossa ignorância, as nossas dificuldades. Ensina, aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses.


Os grandes educadores atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Dentro ou fora da aula chamam a atenção. Há sempre algo surpreendente, diferente no que dizem, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se, de agir. São um poço inesgotável de descobertas.
Enquanto isso, boa parte dos professores é previsível, não nos surpreende; repete fórmulas, sínteses. São docentes "papagaios", que repetem o que lêem e ouvem, que se deixam levar pela última moda intelectual, sem questioná-la.
É importante termos educadores/pais com um amadurecimento intelectual, emocional, comunicacional e ético, que facilite todo o processo de organizar a aprendizagem. Pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizem mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação.
As mudanças na educação dependem também de termos administradores, diretores e coordenadores mais abertos, que entendam todas as dimensões que estão envolvidas no processo pedagógico, além das empresariais ligadas ao lucro; que apoiem os professores inovadores, que equilibrem o gerenciamento empresarial, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação.
As mudanças na educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador.
Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a ajudá-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se tornam pessoas mais produtivas.

Leia o artigo completo em:

http://74.125.155.132/scholar?q=cache:kMh--l_CYEwJ:scholar.google.com/+author:%22Moran%22+intitle:%22Ensino+e+aprendizagem+inovadores+com+tecnologias+...%22+&hl=pt-BR

Após a leitura deste artigo, no momento destacamos os trechos acima, retirados do artigo, cujo anedereço está disponibilizado acima, este texto nos responde algumas das nossas dúvidas e traz outras consigo também, que com as nossas pesquisas vamos descobrindo e aperfeiçoando nossas descobertas, sobre o tema, e inquietações, que aparecem conforme a pesquisa vai se desenrolando. Fala se muito do ensino com qualidade, mas o que hoje é considerado ensino de qualidade? Quais os meios para isso?
Aqui quando se fala nas dificuldade para mudar a educação, destaco uma parte que é bem marcande em nós educandos quando lembramos de nosso esducadores, e assim pensamos o papel e a importancia que este desempenhou em nossas vidas, e por este meio podemos pensar que educador eu quero ser, e assim e por outras maneiras podemos perceber o que devemos fazer, como devemos atuar, que profissional eu quero ser? Apartir da seguinte pergunta -  Que profissional eu quero ser? Gostaria que quem visita o blog deixasse suas contribuições.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aliança necessária....

Educação e Tecnologia: uma aliança necessária




Juracy dos Anjos

 “Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (...) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”. (RENATO, Eduardo José. Informática e educação, 1997,05).
"A importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna. Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica.”
Entendidas por especialistas e educadores como ferramentas essenciais e indispensáveis na era da comunicação, as novas tecnologias ganham espaço efetivo nas salas de aula. Computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo, sistema de rádio e jogos eletrônicos. Estas são algumas das possibilidades existentes e que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado.
Entretanto, apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas e longe do manuseio de alunos e professores. Existem, segundo estudos recentes, professores e escolas que não conseguem interligar estes instrumentos às atividades regulares.
De acordo com o pedagogo Arnaud Soares de Lima Júnior, “o acesso às redes digitais de comunicação e informação é importante para o funcionamento e o desenvolvimento de qualquer instituição social, especialmente para a educação que lida diretamente com a formação humana”.
No entanto, ele ressalta que os modos de viver e de pensar a organização da vida estão em crise. Está em curso uma mudança qualitativa em virtude da rápida transmissão de informações entre as sociedades, rompendo com isso as barreiras geográficas dos países.
“Por isso, cabe à educação uma parcela de responsabilidade tanto na compreensão crítica do(s) significado(s) desta transformação, quanto na formação dos indivíduos e grupos sociais. Estes devem assumir com responsabilidade a condução social de tal virada, provocada, entre outros fatores, pela revolução nas dinâmicas sociais de comunicação e de processamento de informação”, analisa Arnaud.
Modernização - Neste cenário, a importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna.
Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica. Modelos pedagógicos foram quebrados, tornando-se desatualizados frente aos novos meios de armazenamento e difusão da informação. Neste momento mudam também os conteúdos, os valores, as competências, as performances e as habilidades tidas socialmente como fundamentais para a formação humana.
Apesar de tentar responder a estas questões imediatas, muitos educadores salientam que a inserção, no contexto educacional, destas tecnologias ainda é encarada como uma articulação problemática.
“Esta parceria entre educação e tecnologia é muito difícil de ser efetivada. No que se refere às tecnologias digitais, principalmente, os professores têm dificuldades de interação. Eles já até admitem utilizar o computador e a internet para preparar as suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar as mesmas nas suas atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico”, observa a pedagoga Lynn Alves.
Para Lynn, o uso da tecnologia não deve se restringir a mera utilização ilustrativa ou instrumental da tecnologia na sala de aula. Exemplo disso, segundo a pedagoga são as aulas de informática de colégios particulares e públicos, que assumem apenas o papel de ensinar o uso dos programas.
“O jovem já sabe disso, ninguém precisa ensiná-lo. Por este motivo, estas aulas acabam se tornando um espaço de “desprazer”, porque os estudantes querem utilizar a tecnologia para criar, re-significar, construir e intercambiar saberes. Infelizmente, este potencial todo a escola ainda despreza”, frisa Lynn.

Internet e Educação

“A Internet é muito mais que um mero instrumento. Além de um dispositivo, ela representa um modo diferente de efetivar a comunicação e o processamento social da informação”. Esta observação é feita por Arnaud Soares Júnior, professor do mestrado em educação e tecnologia da Universidade Estadual da Bahia e autor do livro “Tecnologias Inteligentes e Educação: currículo hipertextual”.
De acordo com o educador, neste panorama de efetiva transformação, o uso da Internet não representa grande desafio para que os professores aprendam a sua utilização, porque suas funções mais sofisticadas são acionadas até mesmo por intuição. Isso por causa da expressão “interface amigável”, que viabiliza o manuseio rápido e fácil.
“Para acessar a Internet não se requer nenhum grau mais elevado de operação mental. Mas, discriminar suas características tecnológicas, sua lógica de funcionamento, e sua natureza comunicativa e informacional, de modo crítico, criativo e politicamente engajado, requer um processo de formação mais abrangente e conseqüente. Tal não poderá ser feito, por exemplo, pelos cursos relâmpagos de informática, nem pelos treinamentos em informática básica”, analisa o professor.
Já no que diz respeito a utilizar a internet como meio para atrair a atenção dos estudantes, Arnaud salienta que não basta prender a atenção dos estudantes com a tecnologia, porque isto já acontece naturalmente, em virtude das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) exercerem fascínio nas novas gerações.
“A questão mais importante é como garantir uma educação de qualidade com a utilização das TICs e como definir sua utilização mais pertinente em cada contexto de formação. Para tanto devem ser consideradas as condições e as necessidades inerentes a cada contexto, além das novas tensões sociais que aí se refletem em função do crescente processo de globalização”, explica Arnaud Soares.
Para finalizar, o pedagogo menciona que diferente do que muitas pessoas acreditam, a Internet não é só uma rede meramente técnica e digital. “A Internet dever vista pelos educadores como uma rede de comunicação, de cultura, de socialização e sociabilidade. Ela está relacionada aos interesses políticos e mercadológicos, além de sua dinâmica estar submetida aos efeitos dos desejos e de representações sociais”, conclui Arnaud.


Jogos eletrônicos: ferramenta importante na aquisição do saber

“A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias”.
A partir desta reflexão, Lynn Alves, professora do mestrado em educação e contemporaneidade da Uneb e autora do livro: “Game Over: Jogos Eletrônicos e Violência”, demonstra a importância da tecnologia, em especial os jogos eletrônicos na vida dos jovens contemporâneos.
Encarada por muitos como nocivo e prejudicial ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre vários estudos e demonstram que podem ser mais um instrumento pedagógico no ambiente escolar. Esta reflexão partir da concepção que existe hoje uma geração submerso no mundo da tecnologia, que tem acesso seja através da televisão ou dos vídeos-game ou das LAN house.
De acordo com estes estudos, os sujeitos nascidos na pós-modernidade estão imersos em um mundo altamente tecnológico. Esta geração é defendida pelos estudiosos como os “nativos digitais” ou “geração mídia”. Uma categoria que vem sendo largamente discutida na atualidade.
Com a utilização de alguns jogos eletrônicos, a exemplo do Simcity, Civilizations e RPG, “os professores podem trabalhar o aprendizado em geografia, história, porque nesse jogo desafia os estudantes a administrar recursos, criar cidades, enfrentar catástrofes, fazer escolhas, planejar, entre outras coisas”, comenta a educadora Lynn.
Nesta perspectiva, e através do jogo eletrônico, os estudantes são estimulados a saber quais as conseqüências de colocar uma escola perto de uma fábrica poluente, além de verificarem quais os problemas sociais ou de saúde as ações realizadas durante o jogo podem causar.
De acordo com Lynn, até mesmo nos jogos violentos, tanto crítica por inúmeros pais, podem servir de fonte de aprendizado e estímulo entre o público jovem. “Você pode trabalhar a questão cognitiva, pois estes jogos exigem uma habilidade sensorial e motora muito grande, tomada de decisão e planejamento estratégico”, conclui Lynn.


                                                                                                                                                                    
Pensando na educação, apartir desta leitura e de outras...
A proposta pedagógica tem uma orientação humanista, buscando relações éticas e democráticas entre todos os envolvidos. Ha alguns anos primeiramente a escola lutava pela inclusão das artes na educação e isso aos poucos foi se inserindo no curriculo escolar, hoje também se busca a inclusão da educação digital que deveria fazer parte também do curriculo escolar. Os recursos cabivéis a educação de que dispomos hoje favorecem, nossas experiencias cada vez mais, além de aprimorar os valores, maneiras de pensar, ser e agir e muito mais que isto, a nossa maneira de interagir com os outros e com as produções da vida humana. Estas vivencias atingem a nossa sociedade como um todo, não podendo deixar de fora os nosso alunos de hoje, sejam crianças ou adultos, que em inúmeras vezes, estão muito familiarizados com os meios tecnologicos, esquecendo-se esta idéias que os mais velho tem que ensinar os mais novos, hoje presenciamos muitas atitudes e aprendizados que os mais novas ensinam os mais velhos. Assim vemos  as próprias crianças desenvolverem suas habilidades e competências de maneira autônoma, independente das orientações e do controle dos professores e, muitas vezes dos adultos, nos deparamos com os reflexos dos usos que fazem dessas novas tecnologias, evidenciando mudanças e transformações na linguagem que absorve características novas de ver, dizer e compreender o mundo. Percebemos, então, sinais típicos dessa nova tecnologia, nas diferentes produções escolares, sejam elas escritas, musicais ou imagéticas. Nos vocabularios, falas e produções. Isto ocasionado pela transformação da informação e assim ainda vemos muitos educadores afastados destas informações.Como pensar um planejamento preocupado com o uso das novas tecnologias?Como incluir os jogos digitais na educação? Quai os novos meios para uma prática pedagogica preocupada com uma formação futurista? São tantas as questões que nos rodeiam neste campo tão amplo pensado na educação e as tecnologias!

Infância na Internet!


“A criança tem paixão inata pela descoberta e por isso convém não lhe dar a resposta ao que não sabe, nem a solução pronta a seus problemas; é fundamental alimentar-lhe a curiosidade, motivá-la a descobrir saídas, orientá-la na investigação até conseguir o que deseja”.
Ebenezer de Menezes
 
A internet, o computador, é uma janela de oportunidade para as crinças se desenvolverrem, buscarem novidades, criare,m e recriarem, conhecer um pouco mais do que gostam, pesquisarem, é um meio de produção de conhecimentos, onde os pequenos interagem, e por si sós fazem muitas coisas. Segundo a citação acima pensamos de maneira que a criança pode ter uma grande descoberta na vida, para melhorar seu desempenho junto as tecnologias digitais, a internet como sabemos é uma ferramenta super rica, e com apoio dela o professor disponibilizando ao aluno alguns sites para sua pesquisa sobre dúvidas e curiosidades, tornaria o aprendizado mais rico e com mais degustação para o aluno realmente ter vontade de buscar, pesquisar e aprender...
Algumas dicas de sites interessantes as crianças:
 
 

Convite...

Boa Leitura!


Fundamentos para uma prática pedagógica

 


CONVITE DE CASAMENTO



Casamento não significa felicidade automática e garantida. Isso só acontece nos finais de novelas baratas e açucaradas, em que tentam nos convencer de que a festa, com muitos amigos, músicas pomposas e uma mesa farta, nos abre o mundo da alegria e do amor para sempre.


É preciso muito mais para uma união feliz.


A Informática e a Educação estão se casando... Você está convidado. O educador não pode aceitar este convite ao consórcio de forma ingênua e despreparada. Pela responsabilidade que temos junto à sociedade e a nós mesmos, nossa preparação e formação têm de trazer a esses campos a contribuição que tal proposta nos impõe. Mas como trabalhar neste novo campo com garantia de que estaremos construindo um casamento de fim de século e que deve continuar a ser feliz daqui para a frente?
Conhecer bem cada um dos pretendentes diminui em muito os riscos dos insucessos e das decepções futuras.
Conhecer a educação. Conhecer a informática. É a primeira das formas de buscar a garantia da qualidade de vida a dois. Mas quem é esta Educação que pretende se casar com a Informática? Qual é a sua história? Quais são as suas qualidades? Quais são as marcas de seu caráter? Qual é a história das tecnologias e "quais são suas intenções" (como os velhos pais perguntariam). Vem de boa família? Traz dotes?
Mesmo que falando em parábolas e fazendo uma descrição um pouco caricata da cena, ela nos ajuda a entender que o trabalho de conhecer melhor o que significa a Educação, neste fim de século, para esta sociedade brasileira, é a base segura de onde nos podemos lançar para esta aventura de casar Educação com a Informática.

O que é isto, Educação?


Parece óbvio e absurdo perguntar sobre Educação para educadores. Mas não o é. Se não se perguntasse sobre o óbvio, não haveria ciência. Foi porque Galileu Galilei questionou a obviedade maior que nos passa pelos sentidos (que o Sol gira em torno de nós) é que o homem moderno pode dar os passos que hoje vemos na Ciência. E ele foi ameaçado de morte por questionar o óbvio e propor o contrário: nós giramos em torno do sol!

Galileu não morreu por causa disso, mas teve de se esforçar muito para provar a sua teoria. Seus estudos, seus instrumentos, sua pertinácia foram acionados para trazer à ciência um importante modo de conhecer a natureza e dela se apropriar para o progresso da humanidade.
Mas de que forma nossa contribuição poderia ser como a de Galileu? Questionando e perguntando continuamente à Educação sobre o seu significado e sobre as inovações possíveis.

O que é educar?


É dar uma aula atrás da outra, separando-as por recreios?

É encantar, fazendo que alunos fiquem pendurados em curiosidades de uma aula para outra? Esperando, como após as novelas, as cenas dos próximos capítulos?

É criar delicadamente ambientes de diálogos, produção de idéias, de valorização de nobres sentimentos?

É preparar os alunos para aprenderem conteúdos que só terão validade quando prestarem, quem sabe, os vestibulares?

É saber mostrar aos jovens que a vida tem significado e que dominar os conteúdos das ciências, dos códigos da comunicação, da leitura da realidade é uma excelente forma de participar deste mundo e ser feliz?
Responder seriamente a estas questões é a forma mais segura e justa de entrarmos neste campo inovador que associa Educação e Informática. Isso porque o significado de educar muda com as mudanças das exigências sociais.
Há todos os dias novas tarefas postas à Educação.
Desemprego, isolamento das pessoas, divulgação do belo, socialização das conquistas, aproximação dos povos e das classes, democratização do lazer, preparação para o envelhecimento, lutas sociais pela preservação da cultura e identidade dos povos, denúncia das injustiças cada vez mais espalhadas, banalizadas e diluídas na sociedade... uma lista incomensurável poderia ser aqui estendida.
Sugiro mesmo que um bom exercício para começarmos nossos cursos fosse levantar aqueles problemas sociais aos quais a Educação teria de se voltar para tornar-se agente mais atuante na realidade social brasileira.
Sugerimos aqui uma atividade conjunta para todos os educadores que se lançam nesta tarefa. O início do trabalho deste grupo seria levantar os problemas humanos e sociais para os quais a Educação deveria ter voltado seus olhos e seus compromissos.
A educação sempre deve ocupar o centro das atividades humanizadoras de uma sociedade, mas, para tanto tem que se posicionar e criar os espaços. Isto é que devolverá a dignidade e o respeito da sociedade para com o nosso papel de educadores.


O que é isto, a tecnologia da Informática?


Será ela só uma caixa preta cheia de bonequinhos que dançam ou um aparelho de som com músicas futuristas e com telas cheias de gráficos coloridos e mensagens curtas?


Símbolo máximo da modernidade, ela pode parecer o passaporte para o futuro e prometer garantir nosso ingresso no mundo da qualidade total.
Não é.

Qual sua história? Para que ela nasceu? Qual o seu berço?

A Informática é uma tecnologia nascida para fazer cálculos muito rápidos, em grande quantidade.

Sua origem foi ajudar a indústria, ao comércio e principalmente à indústria bélica a fazerem seus megacálculos.
Os Estados Unidos só conseguiram lançar a bomba sobre Nagasaki porque tiveram o aporte dos computadores para fazerem os complexos cálculos exigidos pela tarefa.
Na década de 80, evoluiu para ser uma excelente gerenciadora de informações multimídia. Juntamente com a capacidade de gerenciar massas enormes de informação, ela as transporta a qualquer distância à velocidade da luz. Embora tenha nascido para fazer os cálculos de guerra e para atender as necessidades das indústrias, hoje ela evoluiu e foi apropriada por outros setores da economia. Está cada vez mais sendo apropriada pela indústria do convencimento, como as TVs, os bancos e as agências de indução ao consumo, para formar mentalidades e criar o poder da aceitação de modelos econômicos.
Na verdade, vem se transformando em um instrumento máximo de Educação.

Como assim?

As TVs comercias, com todo o seu aparato informatizado, trabalham no sentido de formar as mentalidades e os desejos para o consumo de um modo de vida e para seus valores. Seguramente, valores de consumo de individualismo, valores do tempo capitalista.
Os valores políticos do individualismo e do liberalismo são inculcados com essa tecnologia em que os meios se tornam também a própria mensagem, como defendia McLuham no início da década de 60.


Liberdade, ação e computador

Não há muita dúvida de que, depois da avalanche de tecnologias internéticas e hipertextuais, elas impõem novas categorias cognitivas e novos conceitos de exercício de política.
Todos nós somos influenciados pelas mídias eletrônicas que nos bombardeiam com novas modalidades de conhecer, perceber, memorizar e comunicar. Sendo assim, nossas reações sociais, nossas formas de participação e de organizações políticas se alteram. Algumas para melhor, nos aguçando a sensibilidade, outras nos tornando dependentes da própria linguagem da mídia e de seus símbolos.
Ora, se os meios moderníssimos de comunicação nos impingem modelos e valores, e por conseguinte nos educam, com muito mais força os educadores profissionais(como nós) devemos nos apropriar dessa tecnologias e imprimir-lhes nosso cunho educacional.

Mas que cunho educacional é este?

O da formação de valores de cidadania, de verdade, de ética, de melhor comunicação entre todos os homens, de senso de estética, da democracia, do espírito de cooperação...
O potencial da tecnologia é incontestável. Ela representa, na prática, a ampliação das capacidades humanas. Assim como as máquinas, nas indústrias têxteis, eram o prolongamento dos braços humanos, assim o computador amplifica nossas falas, nossos ouvidos, nossos olhos, nossa memória, nossa percepção. Amplia-se muito o campo de comunicação entre os homens, abrindo-lhes horizontes, diversificando centrais de informações, disseminando centros de interesse e diversidade de pontos de vista e linguagens.
Não pela qualidade intrínseca dos meios, mas pelas lutas ideológicas, políticas e educacionais que se estabelecem a partir deles.
O potencial humanizador dessa tecnologia é magnífico.
É um momento ímpar de aumentar a liberdade humana, facilitando, por meio da Educação, que todos possam se apropriar de tais tecnologias.
Mas essa tecnologia não é dócil. Para dominá-la, temos de desenvolver, como educadores, cinco habilidades básicas:
domínio dos conteúdos específicos de nossas áreas dos saber;
clareza dos problemas que estamos resolvendo;

sabedoria para trabalhar em grupo;
desenvolvimento de uma prática pedagógica reflexiva;
trabalho articulado e cooperativo com as áreas do conhecimento, como as Ciências, as artes, a Filosofia, as Matemáticas, a História...



NOVAS TECNOLOGIAS EM EDUCAÇÃO: MODISMO OU MUDANÇA

A sociedade contemporânea encontra-se fortemente influenciada pela presença da tecnologia. Praticamente todos os campos da ação humana envolvidos com mediadores informáticos ou telemáticos, que interferem nas relações humanas, imprimem às comunicações um caráter de interdependência e simultaneidade e levam as pessoas a imergir no mundo virtual, transformando sua visão de homem e de mundo.
Temos sede de velocidade, de aumento de produtividade, de nos comunicar instantaneamente, cada vez mais, com todos os lugares e com maior número de pessoas. Nós nos esforçamos por adquirir os melhores equipamentos do momento, os mais velozes e com maior capacidade de armazenamento das informações. Vivemos o modismo tecnológico. Queremos utilizar a tecnologia para ter acesso a qualquer parte do mundo, que nos permita tanto obter informações que possam nos ajudar a adquirir uma melhor compreensão da atualidade, quanto representar a nossa forma de ver o mundo e o nosso contexto. Ao mesmo tempo em que o desenvolvimento da tecnologia permite o acesso e a seleção de informações, a interação entre as pessoas, o desenvolvimento de novos conhecimentos, provocando maior emancipação do homem, paradoxalmente, gera novas formas de manipulação da Ciência, dos homens e das entidades sociais. Assim, a tecnologia propicia o desenvolvimento de novos meios de manipulação que podem ser empregados tanto para a libertação e emancipação do homem, quanto para sua dominação. Como assinala Linard: "fazem-se máquinas a serviço do homem e põem-se os homens a serviço das máquinas. E, finalmente, vê-se muito bem como o homem é manipulado pela máquina e para a máquina, que manipula as coisas a fim de libertá-lo"(Linard, 1990:109)². Cabe a nós optar se queremos empregar a tecnologia para a emancipação ou para a dominação humana.

Ambientes do conhecimento

Para que as novas tecnologias, especialmente o computador e a telemática, sejam empregadas como instrumentos de emancipação do homem, a relação homem-máquina deve se estabelecer em um ambiente onde o conhecimento é considerado em sua multidimensionalidade - o homem é o ser que se coloca nesse ambiente em sua totalidade de sujeito crítico e criativo e as tecnologias são empregadas na resolução de problemas significativos. Procuramos, portanto, utilizar as Tecnologias como instrumentos tutorados pelo homem, estabelecendo com as mesmas uma "relação de interação-relação dinâmica entre ação e operação mental que suscita o pensamento, sem no entanto determiná-lo" (Almeida³ 1996:22).
Não queremos propor a total substituição dos espaços escolares pela comunicação em redes de comunicação a distância, mas a integração entre os distintos espaços de produção do conhecimento. O contato físico entre as pessoas é primordial e a escola é um espaço privilegiado de interação social, que precisa estar interligado e integrar-se aos demais espaços de conhecimento – promovendo a comunicação e a cooperação entre alunos, professores, pesquisadores, especialistas em áreas específicas... Juntos, eles construirão as pontes entre conhecimentos, valores, crenças, usos e costumes, favorecendo maior compreensão social. Desta forma, os espaços escolares serão redimensionados, pois as atividades educacionais se estenderão para além das paredes da sala de aula e dos muros das escolas, continuando a ocorrer em diferentes locais.
Não conseguimos ainda, porém, imaginar até onde poderão chegar as potencialidades das novas tecnologias de informação e comunicação. Não sabemos a extensão da revolução que sua utilização está provocando em termos de relações humanas, conhecimento, percepção de homem, e sociedade, de mundo e de Educação.
Concebemos a utilização das novas tecnologias em Educação como dispositivo que mediam e influenciam nossas representações e não somente com instrumentos de transmissão de informações e de respostas aos nossos objetivos. Mas não recusamos a racionalidade técnico-operatória nem as ciências exatas - ao contrário, o conhecimento sobre as potencialidades e limitações do uso das novas tecnologias em Educação nos permite utiliza-las não para nos anestesiar navegando em um universo de informações (nem para dissimular o real, a fim de aproximá-lo do ideal), mas para aprender, pensar com, pensar sobre si mesmo, pensar com o outro, pensar sobre ensinar e o aprender.



Revolução e transformação

Mas se não temos consciência da dimensão das transformações que o uso das novas tecnologias está provocando nas relações sociais, em que consistirão as mudanças que poderão provocar no meio educacional? Para Michael Crichton: "todas as grandes mudanças são como a morte. Você não pode ver o outro lado enquanto não estiver lá" (Siboldi & Salvo, 1998: 15) . Efetivamente, não sabemos todas as alterações que ocorrerão com a inserção das novas tecnologias na Educação.
Temos consciência de que não podemos nos deter aos processos instrutivos propiciados pelas novas tecnologias, embora o que observamos com maior freqüência seja o seu emprego apenas como uma nova mídia para fazer o ensino, sem avançar em termos de questionamentos sobre o processo educacional e a possível mudança de paradigma.




Errar, compreender e superar


Consideramos necessário aprofundar o conhecimento sobre uso das novas tecnologias, ou seja, utilizá-las na prática pedagógica, visando não apenas observar, descrever e interpretar como ocorrem tais ações. Mas, principalmente, refletir durante toda ação, ou seja, analisá-las segundo o que temos denominado de reflexão na ação e sobre a ação (Shön, 1991), em busca de melhor compreendê-las e depurá-las continuamente.
Dessa forma, estaremos colaborando com uma transformação do processo educacional, caminhando no sentido de um novo paradigma, no qual o erro deixa de ser objeto de punição e converter-se em algo útil para a compreensão e superação das dificuldades. Professores e alunos, ambos sujeitos de aprendizagem, atuam em parceria na busca, seleção e articulação entre informações significativas para integrá-las com conhecimentos já adquiridos na construção ou reconstrução de conhecimentos. E a ética e a estética são enfatizadas em atividades que resgatam os valores humanos na análise dos problemas emergentes no contexto.
As mudanças provocadas pela incorporação das novas tecnologias ao processo ensino-aprendizagem já fazem parte da maioria dos discursos didáticos, mas na ação pedagógica poucas mudanças são observadas, uma vez que não estamos nos referindo ao uso das novas tecnologias apenas como mais um meio de apoio didático ao professor, mas sim de uma postura muito além de transmissor do saber instituído. Não se trata apenas de adotar um novo método ou uma nova técnica de ensino, na qual tudo muda superficialmente, mas tudo permanece igual na essência . Estamos nos referindo a novas estratégias e metodologias de investigação, de ação e de formação, que levam os educadores – investigadores da própria ação – a questionar a si mesmos, a sua prática e a sua escola, sistema educacional e a sociedade.

A formação está e acontece na ação

Trata-se de uma atuação crítico-reflexiva, em que o professor é parceiro dos alunos na construção cooperativa do conhecimento, promove-lhes a fala e o questionamento, analisa seus interesses e suas necessidades, considera o conhecimento que o aluno traz da sua realidade, identificado os temas emergentes no contexto e atua a partir dos mesmos para favorecer a construção de um saber científico significativo (Almeida, 1996).

Tecnologia e reflexão

O professor não caminha à frente do aluno, mas junto com ele, promovendo sua aprendizagem, fazendo intervenções segundo o seu estilo de pensamento, questionando-o para desestabilizar as certezas inadequadas incitando-o a buscar informações em diferentes fontes ou, quando necessário fornecendo-lhes as informações demandadas pela situação, ajudando-o a encontrar por si próprio a resposta para sua questão ou situação-problema.
Para assumir essa perspectiva em que a prática pedagógica com o uso das novas tecnologias é concebida como um processo de reflexão-ação, o professor precisa ser capacitado para dominar os recursos tecnológicos, elaborar atividades de aplicação desses recursos escolhendo os mais adequados aos objetivos pedagógicos, analisar os fundamentos dessa prática e as respectivas conseqüências produzidas em seus alunos.

Ao assumir essa postura, o professor toma consciência de sua prática, analisa as conseqüências de suas intervenções, empregando teorias educacionais e conhecimentos específicos para compreender a situação criada na aula, bem como as atitudes manifestadas pelos alunos, criando estratégias flexíveis e adequadas ao momento.


Concordando com Nóvoa, consideramos que "formação não é qualquer coisa prévia à ação, mas que está e acontece na ação"(Almeida, 1996:56), ou seja, as ações de formação de professores para o uso pedagógico do computador segundo uma perspectiva crítico-reflexiva, são contextualizadas no locus educacional.

Trata-se de uma formação contínua, na qual formadores e formados participam de um processo de formação-ação coletiva, cuja tônica é o desenvolvimento de projetos cooperativos. Todos são aprendizes em contínua interação, trocando experiências e ajudando-se mutuamente, aprendendo em ação, com a reflexão e depuração que se desenvolve antes, durante e após a ação. Estabelece-se uma "praxis contextualizada",
Cujas "freqüências das interações e comunicações são indicadores de mudanças gestadas nas escolas", conforme ressalta Imbernón(1998:96,97).
Quanto maior a participação do corpo de educadores da escola nessa formação contínua, compreendendo tanto o envolvimento dos professores quanto as lideranças educacionais; e quanto maior o nível de colaboração, participação e articulação entre todos os envolvidos nas decisões sobre o currículo e a gestão da formação, maior será a possibilidade de sucesso da integração do computador na prática pedagógica, segundo uma perspectiva de transformação do processo educacional.






Bibliografia: http://ntefo.vilabol.uol.com.br/fundamentosparaumapratica.htm
Coleção Informática para mudança na Educação
Aprender Construindo
A informática se transformando com os professores
Fernando José de Almeida
Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida





Uma relação bem interessante se faz neste texto acima quando se fala desta união, educação e tecnologia. Faz se um comparativo breve com o casamento, onde o fundamental não é só a união, mas muitos outros requisitos que se geram:
Conhecer bem o que está se fazendo;
Garantir a qualidade entre outros fatores;
 Assim pensando a educação e os  meios tecnologicos, sabemos que para está prática se necessita muita pesquisa aliada à um bom planejamento, sabemos que mesmo muitas vezes não conseguimos seguir a risca um planejamento e nem tudo que planejamos conseguimos aplicar, ou nem mesmo dá certo, por isso a pesquisa é um fator mais relevante sobre esta união. Pois somente pesquisando se aprimora os conhecimentos e assim também se busca o que pesquisar.A qualidade da informação e a adequação basenado-se no tratamento do que é realidade, do que sabemos, do que queremos saber. Assim temos mais clarezas e perspectivas...




" No dia em que a educação não for capaz de se alongar além das salas de aula, não for capaz de assumir as novas aprendizagens exigidas pelos tempos modernos, terá perdido o seu papel e a responsabilidade que lhe cabe dentro da comunidade: não será um a educação moderna"   Soren Kierkegaard- filósofo dinamarquês


"O professor deixou de ser o único provedor de acesso à informação. Da lousa e do caderno, saltamos para o mundo cibernético. Do professor que dava aulas porque só ele sabia, precisamos migrar para desaprender e nos tornar aprendizes para o resto de nossas vidas (...)"
Citação e trecho retirado do livro:  Ao mestre, com carinho. Editora Sinodal, 2007.( pág 6)

Vejamos que a partir desta citação, e deste trecho de um pequeno texto, no livro da editora Sinodal, o novo papel da educação, enquanto uma educação que contemple o aluno, pois não somente na escola que se aprende, e nem mesmo somente apartir do quadro e do caderno, existem hoje inúmeras maneiras de se aprender, se desenvolver, e o professor também não é mais o único ser que porta todas as informações cabivéis, mas sim exsitem muito meios, e esse papel de professor que sabe tudo e mais nada precisa aprender, também não cabe mas hoje, pois é preciso ter uma possição pessoal de uma pessoa que busque aprender junto com seus alunos, que busque também aprender pelos seus alunos, que pesquise temas relacionados ao interesse dos educando, que faça uma educação para o futuro e não para o passado. Ninguém nunca saberá tudo, além do mais informações, novidades, tecnologias  e entre outros, cada vez mais surgem novas, e não podemos premeditar o que ainda está por vir. A educação não será mais educação quando não mais contemplar os novos recursos, quando o educador se fechar para o aprendizado, quando a escola não tratar mais dos assuntos do momento e do futuro. O mundo em que vivemos na atualidade é um mundo de informações, com a era cibérnetica, sabemos que todos tem acesso a milhares de informações, não podemos deixar este recurso de fora da educação, pois ele está presente em nossas vidas, no cotidiano, nas nossas vivências.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Logo após feito nosso  comentário na postagem anterior, fomos utilizar as ferramentas que a internet nós disponibilizam e no google então pesquisei a busca para ver alguma imagem das mesas da positivo e encontramos no site da Positivo Informática, um site que fala um pouco sobre o funcionamento das mesas educacionais. Super interessante de ir no site citado abaixo e conferir, tudo que lá é disponibilizado sobre este recurso, que é riquissimo em favor da educação.

www.positivoinformatica.com.br/site/ed_mesas.htm

Depoimento....




Depoimento de uma profissional de educação ligada ao uso das tecnologias digitais, com crianças de uma Escola Municipal de Educação Infantil, do municipio de São Leopoldo, o trabalho é realizado com as criança na faixa etária de quatro a cinco anos de idade, onde ela relata um pouco da vivencia, principalmente por parte das crianças: ( um breve relato)

"Os alunos adoram estar no laboratório, ficam bem ansiosas para saber que atividade (software) será desenvolvida. A maioria dos alunos não encontra dificuldade em relação ao computador, algumas delas têm em questão a coordenação do mouse, o qual no inicio é um pouco “difícil” de ser manuseado por elas. O aprendizado é muito rápido, eles pegam com muita facilidade o uso das ferramentas, sempre estão querendo mais e mais. As atividades propostas são os softwares da Positivo Informática, que se compõe de jogos educativos: como memória, musicas, historias.Alguns softwares utilizam-se de alguns personagens do contexto infantil como Pooh, Mickey Mouse, Minnie, que utilizam atividades para estimular a aprendizagem do alfabeto, cores, formas, direções. O critério utilizado para o uso dos softwares são basicamente o que eles estão desenvolvendo em sala de aula juntamente com as propostas da Positivo. Onde também são trabalhados a questão da coordenação, criatividade, atenção, percepção, cores, números, alfabeto e a concentração."







quarta-feira, 21 de outubro de 2009


O homem apreende a realidade por meio de uma rede de colaboração na qual cada ser ajuda o outro a

desenvolver-se, ao mesmo tempo que também se desenvolve. Todos aprendem juntos e em colaboração. "Ninguém educa ninguém, como tampouco ninguém se educa a si mesmo: os homens se educam em comunhão, mediatizados pelo mundo" Freire

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

O Medo - A Dificuldade de Lidar com as Tecnologias para a Educação.

Nos educadores pesquisadores percebemos que a tecnologia está cada vez mais atrativa e cada vez mais ao alcance de todos os cidadãos do nosso país, e isso não seria novidade; A função do professor não é só ensinar, mas trabalhar em conjunto com os alunos e a comunidade, a fim de desenvolver as potencialidades, preparando o para o futuro, profissional, desenvolvendo também as inquietudes pessoais. Sendo assim, é necessário que haja uma interação entre eles, onde aluno aprende com professor e vise-versa, aluno aprende com aluno e professor aprende com professor, só assim poderá conseguir um avanço para encarar as novas tecnologias.O educador deve ser sempre alguém atuante não só na vida do educando mais também na sua vida, e este deve perceber que os alunos também atuam na vida deste educador, é necessário se perceber isto, para que ele possa se adequar as necessidades destes educandos, a educação tecnologica não trabalha somente um conteúdo especifico mas sim ela está aberta para interagir com otdas as areas do conhecimento e que de maneira informal o aluno também aprende e se desenvolve,
observado que tudo está interligado, que uma coisa depende de outra, cabe ao educador saber a melhor maneira de utilizá-la a seu serviço,e que realmente isto esteja favorecendo a quem está sendo destinado,  porém isso implica na formação ou capacitação destes.
A Internet é uma das ferramentas tecnológicas que está sempre em evolução, mas, ao mesmo tempo em que produz materiais riquíssimos para pesquisas também produz coisas indevidas e que requer maior cuidado e atenção dos professores, por isto a pesquisa e a busca são fundamentais. Um bom site proporciona ao professor oportunidades de aumentar ou reproduzir seus conhecimentos, a exemplo de blog’s onde é possível criar páginas onde o professor poderá disponibilizar dicas e atividades aos alunos que tiverem acesso a Internet, também muitas prática acontecem onde os educadores tem blogger e seus educandos não fazem idéia, deste e não participam e interferem de maneira alguma. O que é uma ferramenta tão rica se torna algo tão vazio, sem sentido!!!



Sabemos que temos muita resitencia ao novo e por já conhecer o "antigo" continuamos o fazendo mesmo sabendo que este não está mais fazendo efeito, e sabemos que o novo asusta, é desafiador, e no primeiro erro, desistimos e não temos um olhar critico ao ver o que foi feito errado, o que pode mudar para melhorar, o por que e para que eu faço isto, quais os objetivos a serem alcançados.
Outra coisa é preciso entender, o ser humano nunca vai ser substituído pela máquina e então professor não precisa ter receio de perder seu cargo para os computadores,sabemos que o mercado de trabalho faz muitas exigencias, e nos como educadores formadores de profissionais, não podemos pensar que estamos " completos" e que já alcançamos todos os saberes, que não temos mais nada a aprender. 

As Tecnologias Digitais na Educação

http://professordigital.wordpress.com/2009/05/04/projetos-educacionais-e-tecnologias-digitais/
Este Link acima disponibilizado, disponibiliza um artigo que apresenta alguns conceitos de erro no uso das tecnologias na educação, ligeiramente ligado aos projetos de aprendizagem, que trata diretamente a porfessores, e pesquisadores, onde trocam muitas informações, destaco a seguinte fala de uma professora e cordenadora de cursos de educação digital:

"Realmente, não podemos esquecer que a educação já possui tecnologias próprias e que é de fundamental importância lembrarmos que somos professores.Focar no processo de aprendizagem e na busca de atividades que nos auxiliem na melhora deste processo é, sem dúvida, garantir o bom funcionamento pedagógico dos recursos oferecidos em uma sala com computadores. Acredito nos projetos de aprendizagem como uma excelente “tecnologia educacional” e no professor que utilizará esta tecnologia.
Se o profissional da educação direcionar a sua prática ao foco principal de seu projeto de aprendizagem facilitará a aprendizagem colaborativa e o uso consciente dos softwares disponíveis".

Assim percebemos que o professor não é também um ser perfeito e sim alguém que apesar de tudo faz suas buscas, e sabe que necessita se reciclar, a todo momento e que busque realmente saber junto com seus alunos, a vivenciar, experenciar. E esse novo professor que trabalha com as tecnologias não é alguém que vai vir e resolver todos os problemas do ensino; Pensando na concepção ideologica, e quantos questionamentos nos fazemos quanto as tecnologias digitais e tecnologias educacionais!













Respondendo as dúvidas provisórias ( Como utilizar as tecnologias na educação)

Algumas contribuições bem interessantes, que lemos e recomendamos:
http://www.eca.usp.br/prof/moran/utilizar.htm
O Link acima traz algumas maneiras de  como utilizar as tecnologias na escola
José Manuel Moran (Especialista em projetos inovadores na educação presencial e a distância )

http://revistaescola.abril.com.br/avulsas/223_materiacapa_abre.shtml
A Materia da Revista Nova escola, também traz considerações importantes;

A partir da leituras feitas pensamos em : A Tecnologia a Favor da educação:

As tecnologias nos ajudam a encontrar o que está consolidado e a organizar o que está confuso percebemos uma nova formação de ensino. Por isso é tão importante dominar ferramentas de busca da informação e saber interpretar o que se escolhe, adaptá-lo ao contexto pessoal e regional e situar cada informação dentro do universo de referências pessoais.

Muitos se satisfazem com os primeiros resultados de uma pesquisa. Pensam que basta ler para compreender. A pesquisa é um primeiro passo para entender, comparar, escolher, avaliar, contextualizar, aplicar de alguma forma.E assim por diante, nem sempre se pode dizer que um conteúdo, um método é perfeito, é preciso muita pesquisa e principalmente mais que isso , é necessário conhecimento, busca e prática; 
Cada vez temos mais informação e não necessariamente mais conhecimento, pois as informações mudam a todo o momento. Quanto mais fácil é achar o que queremos, mais tendemos a acomodar-nos na preguiça dos primeiros resultados, isto as vezes pode acontecer pelo uso da internet, quenaod tenho acesso a tudo o que quero de maneira simples, e fácil, e não busco muito, aquilo me basta,na leitura superficial de alguns tópicos, na dispersão das muitas janelas que abrimos simultaneamente.
Hoje consumimos muita informação, pois elas estão em todos lugares e não podemos nos fazer imperceptiveis,  não quer dizer que conheçamos mais e que tenhamos mais sabedoria - que é o conhecimento vivenciado com o que é praticado, pois quase sempre não somos a geração que sabe mais, apesar do fácil acesso a tantos recursos. Pela educação de qualidade avançamos mais rapidamente da informação para o conhecimento e pela aprendizagem continuada e profunda chegamos à sabedoria.
O foco da aprendizagem é a busca da informação significativa, da pesquisa, o desenvolvimento de projetos e não predominantemente a transmissão de conteúdos específicos, o que não quer dizer que isot não é educação, qe não é aprender. As aulas se estruturam em projetos e em conteúdos. A Internet está se tornando uma mídia fundamental para a pesquisa. O acesso instantâneo a portais de busca, a disponibilização de artigos ordenados por palavras-chave facilitaram em muito o acesso às informações necessárias. Nunca como até agora professores, alunos e todos os cidadãos possuíram a riqueza, variedade e acessibilidade de milhões de páginas WEB de qualquer lugar, a qualquer momento e, em geral, de forma gratuita e de maneira mais rápida, já que nossa vida anda cada vez mais corrida, que não temos tempo para a vida social muitas vezes, como para outras coisas.E essa maneira de se fazer atualizado é muito prático, pois é muito acessivél. 










Respondendo as dúvidas provisórias ( Como as tecnologias ajudam/colaboram para o ensino aprendizagem)

Tecnologias na Educação

Ronaldo Lima Brandão



Todos estão presenciando que a sociedade está mudando nas suas formas de organização, principalmente de ensinar e aprender. Muitas maneiras de se ensinar hoje já não se justificam. Acabamos perdendo muito tempo e aprendemos muito pouco e isso desmotiva o profissional. Reparamos que tanto nós professores como os alunos, temos noção de que a maneira de ensinar está ultrapassada e a questão sempre é para onde e como vamos mudar e, como ensinar e aprender na sociedade tecnológica atual.
Se pararmos para pensar sobre alguns anos atrás, existia e ainda existem algumas expectativas de que as inovações tecnológicas trariam de forma eficaz soluções para o ensino. De fato, a tecnologia permite a nós profissionais expandir a nossa idéia de aula, de espaço e do tempo que utilizamos. Contudo, temos que ter consciência de que, se o processo de ensino e aprendizagem dependesse unicamente das tecnologias com certeza nós já teríamos encontrado melhores soluções há muito tempo. As tecnologias têm seu papel importante nesse processo, mas não é tudo. Ensinar e aprender sempre foram e continuará sendo o maior desafio que enfrentamos, principalmente agora. Essa, é nossa preocupação, precisamos nos adaptar a esse novo fato. Entre outras expectativas, a tecnologia contribui para fazer aquilo que desejamos. Se formos profissionais abertos as inovações, a tecnologia no ajudam a expandir a nossa comunicação.

O ponto principal não é apenas as tecnologias, elas nos ajudam, mas ensinar e aprender estão na capacidade que temos num conjunto, professor/aluno gerenciar um conjunto de informações e transformá-los em algo de relevância para cada um dos lados, que se resume no conhecimento. Hoje, temos diversos tipos de informações vindas até nós de diversas maneiras, principalmente através das tecnologias e normalmente não sabemos reorganizá-las. Então, ensinar e aprender nesse processo é ensinar como aprender a conduzir todas essas experiências adquiridas pela tecnologia.
Os recursos tecnológicos nos mostram a sua eficiência através do seu bom uso, na aprendizagem do aluno. Eles adquirem conhecimento nos campos determinados a eles e ao mesmo tempo aprendem a lidar com essas tecnologias de maneira prática e eficaz. O grande foco no uso dessas tecnologias para o aprendizado e a formação dos alunos é que elas são aproveitadas de uma maneira especifica individual, mas ao mesmo tempo ampla e universal, pois todos os recursos usados são necessários de forma que um auxilia e complementa o outro. Isso é muito importante, pois essa noção universal de tudo aquilo que se está sendo usado e praticado leva para um aprendizado e conhecimento mais abrangente. É interessante ressaltar também que as tecnologias além do processo de aprendizagem preparam o aluno para a vida tanto pessoal, quanto profissional. Todos esses recursos, não são usados apenas na escola, no âmbito educacional, mas principalmente no âmbito profissional. São ferramentas úteis para o desenvolvimento do trabalho nas mais diversas áreas.
Texto retirado de :
http://www.webartigos.com/articles/25373/1/tecnologias-na-educacao/pagina1.html


quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Inserção da Tecnologia

O papel do educador é de grande importancia na inserção das tecnologias em sala de aula. Diz se de passagem que os computadores a muitos tempos atras eram privligeios de uma sociedade elitizada, e hoje todos já tem acesso a esta "rede", pois nem que seja em casa, ou no trabalho, ou nas lan hause que
h oje esses recursos são os mais básicos e não se pode dizer que não se tem acesso as tecnologias digitais.Incorporar na escola os recursos digitais, na educação de maneira a fazer não só uma revisão dos antigos métodos de ensino, tradicionais, mas sim que possam abrir portas para a formação de pessoas. Seria impossivél não inclui-lo no planejamento.
  Hoje e sempre, o educador deve é dar um sentido ao uso das tecnologias, produzir conhecimento com base em um labirinto de possibilidades.Muitos ainda tem dificuldade a utilização destas tecnologias, pela falta de comunicação, inserção e informação. 
. Diante disto o  professor também se altera, é chegada a hora de percebermos a necessidade de se fazer educação, de ampliar o planejamentoe curriculo escolar; pelas exigencias do mundo em que vivemos. Portanto, a educação digital chegou em boa hora( quem sabe um pouco tarde, pois sempre se fala no uso das tecnologias para se fazer educação, e atualmente nunca foi realmente colocada em prática, além de alguns modelos que vem acontecendo por projetos) para que os educadores tenham oportunidade de participar, e assim melhorar suas práticas em sala de aula, favorecendo em primeiro lugar o educando, como alguém pensante e atuante ao mundo que vive.





A Informática e a educação -


No contexto atual em que a Informática está superando quase todas as outras mídias e tecnologias, a escola, como mediadora nas mais diversas formas de transmissão do conhecimento, não se pode ficar a par, excluido da transmissão de saberes pelo meio digital. Algumas de suas vivências são modificadas e afetadas pela vida cotidiana, o qual introduz novos desafios e necessidades tanto no ambiente de trabalho como no manejo pessoal dos profissionais, com as atuais tecnologias. Nese sentido, não podemos excluir das nossas preocupações profissionais, dentre outros, dois pontos de alta relevância: incluir na metodologia pedagógia os recursos tecnológicos que nos auxiliam positivamente no nosso trabalho em sala de aula. Por outro lado, muitos educadores ainda não se sentem preparados, ou seja, não estão efetivamente escolarizados e adaptados ao uso da informática, sabendo que uma boa parcela dos nossos alunos dominam muito bem essa tecnologia atual, o que às vezes assusta ou intimida o professor.Não basta aprender a manusear o computador ou tê-lo como meio de pesquisa na internet. O importante é usá-lo com olhar crítico, com autonomia e criatividade. O uso do computador na escola pode partir do diálogo, da solidadriedade, do respeito mútuo, do espirito colaborativo.

domingo, 4 de outubro de 2009

O seguinte vídeo, traz uma música de Gabriel Pensador, sobre o ensino hoje em dia e alguns "erros" que acontecem na escola. Muito interessante!
Confiram:

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A Tecnologia e o Aluno


 Atualmente estamos vivenciando uma revolução tecnológica, em todos os sentidos e essa evolução vem ocorrendo de forma muito rápida e muitos setores da sociedade não tem conseguindo acompanhar essa evolução, dentre eles a educação escolar, cujos currículos, com pretensão de formação, se mantêm desarticulados dessa nova ordem, entendidas como evolução tecnológicas. Por outro lado a formação de grande parte dos professores que atuam nas escolas, também não atende a essas expectativas. Nesse sentido, se faz necessário empenho sobre as políticas publicas voltada para a formação do professor, contemplando a intensificação da estilização dessas tecnologias escolares e de formação.

Tecnologia nada mais é do que a forma como utilizamos cada ferramenta para realizar determinada ação. A evolução social e cultural da humanidade levou a criação de tecnologias; desde a descoberta do fogo, da roda, da invenção do ábaco, até o momento predominam as tecnologias por onde o homem transita culturalmente.
A tecnologia educacional deve colocar-se inteiramente a serviço de seus objetivos, para que isso ocorra são necessárias mudanças no conceito de currículo escolar, isto deman-da grandes esforços por parte de educadores e autoridades governamentais.
No entanto para que ocorram transformações inovadoras é preciso que se formem edu-cadores pesquisadores com visão ampla de futuro, com idéias que ultrapassem os limites da escola, há necessidade de educadores comprometidos com a idéia de comunidades de aprendizagem. Contribuir para o desenvolvimento profissional de professores é uma tarefa necessária e uma meta passível de ser realizada, em função das dificuldades de acesso às informações e recursos que a tecnologia possibilita
A reformulação educacional com a finalidade de inclusão é urgente, pois o aluno de hoje é muito exigente, o professor precisa ser seletivo para saber o que é mais significativo tanto em termos de conhecimento e conteúdo, como no desenvolvimento de habilidades, competência e valores que são permanentes, já que cada indivíduo irá desenvolver essas competências de maneira diferente.

“O próprio do pensar certo a disponibilidade ao risco, a aceitação do


novo que não pode ser negado ou acolhido só porque é novo assim


como o critério de recusar ao velho não é apenas o cronológico, o


velho que preserva sua validade ou que encarna uma tradição ou


marca uma presença no tempo continua novo. “(FREIRE, 1996; p.198)


Muitas vezes a indiferença com que alguns profissionais encaram o novo é talvez uma forma de defesa contra o risco da era “cibernética” que supostamente dispensa a presen-ça do professor. Devemos nos desfazer deste engano, pois o acesso a esses novos mei-os de informação leva o educando a se inserir melhor e com maior naturalidade nesse meio. Por isso é preciso que educadores e governo revejam suas aplicações em sala de aula para que se formem cidadãos conscientes, capazes de filtrar informações e aptos a tomar decisões. As tecnologias de comunicação oferecem novas formas de aprendiza-gem, novas lógicas, competências e sensibilidades. Temos hoje uma nova realidade e uma escola com métodos vigentes para uma realidade de vinte anos atrás. Com isso a escola acaba não sendo um atrativo para o aluno.

FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia, Saberes necessários à prática educativa. São Paulo: Paz e Terra, 1996.