sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Metodologia ou tecnologia?

O papel de qualquer educador é facilitar a aprendizagem de seus alunos. Prepará-lo não só como pessoa como também como cidadão pleno em suas competências. A inclusão de novas tecnologias em seu aprendizado só tende a aumentar sua interação com o mundo ou como dizem a sua inclusão digital. E mais do que isso, estimulando a curiosidade do aluno frente as tecnologias. As tecnologias de sala de aula evoluíram do quadro-negro até o computador, logo o professor-educador não pode ficar para trás, sendo quase quer obrigado a acompanhar essa mesma evolução, devendo aprender e se possível dominar as novas tecnologias que surgem a cada dia em nossa vida. As aulas devem ser não só explicativas, expositivas, com ou sem experiências , atividades diferenciadas, mas também capazes de com mais essa ferramenta que é a tecnologia, levar nossos alunos a pensarem e também interagirem com elas, para que esse cidadão ou futuro cidadão esteja também apto a desenvolver as tecnologias de seu tempo, não se espelhando apenas num passado de quadro e giz.




Vejam este video disponibilizado no You Tube, e a riqueza que ele apresenta fazendo a pergunda sobre as novas tecnologias, se seria metodologia ou tecnologia? Do que adianta a tecnologia aliada a uma antiga e ultrapassada metodologia?

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Segundo o nosso projeto de pesquisa:


Título: Novas tecnologias: Recursos e obstáculos para a prática docente


Foco: Observar os múltiplos recursos digitais que são/ podem auxiliar na educação nos mais diversos níveis e locais de ensino, Investigando a maneira em que atuam na prática pedagógica, quais os desafios/barreiras que os docentes encontram para utilizá-los de que forma auxiliam/facilitam neste processo e qual o papel do educador perante essas novas tecnologias.


Problemática: Os desafios que surgem na prática pedagógica em relação ao uso das novas tecnologias

Certezas provisórias

* Falta de conhecimento das ferramentas disponíveis;
* Recursos mal utilizados/aproveitados;
* " Acomodação", por parte dos profissionais;

Dúvidas provisórias

* Que recursos o mercado disponibiliza para a prática docente?
* De que maneira utilizar os métodos/recursos disponíveis
* De que maneira essas tecnologias, podem acrescentar no ensino-aprendizagem dos sujeitos envolvidos;

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Novas Tecnologias na Educação

O vídeo abaixo, traz  uma problemática bem interesante quanto aos nossos estudos, sobre " As novas tecnologias na Educação" e aquilo que realmente faz a diferença num trabalho pedagógico ligado as tecnologias! Interessante assistir! Acesse o link:

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

“Continuo buscando, re-procurando. Ensino porque busco, porque indaguei, porque indago e me indago. Pesquiso para conhecer o que ainda não conheço e comunicar e anunciar a novidade”. Paulo Freire



O desafio da educação digital: novo n° da Telos

A Telos é uma revista eletrônica espanhola que aborda assuntos no campo da comunicação e inovação. O número atual tem como tema monográfico o desafio da educação digital.

Navegamos rapidamente pela publicação. Acho que há muita coisa que pode ser de interesse para educadores brasileiros. Por isso reparto a informação. A revista é gratuita e todos os conteúdos estão disponíveis online. Para ler e apreciar, basta acessar;    http://www.telos.es/home.asp?rev=80
Boa Leitura!

NOVOS DESAFIOS PARA SUA AÇÃO/FORMAÇÃO
Michelle Lisboa Oliveira

Alessandra Santos de Assis

Universidade Federal da Bahia-UFBA

Introdução

A pesquisa realizada tem foco na análise dos desafios postos à prática dos professores da Educação Básica em formação pelo uso das tecnologias da informação e comunicação (TIC) em paralelo às mudanças culturais potencializadas pela sua presença na sociedade. Foram mapeados os problemas e políticas de sustentação para a inserção destes sujeitos na cultura digital, a partir da experiência dos cursos de licenciatura da UFBA. Partimos da identificação das novas práticas, saberes, costumes, necessidades e interesses dos sujeitos em um contexto cultural marcado pela presença das tecnologias e

pode indicar O PROFESSOR E A CULTURA DIGITAL: elementos significativos para o desenvolvimento do processo de formação de professores no país.

Do ponto de vista da abordagem, o trabalho vem sendo orientado pelos princípios da pesquisa-ação. Optando por uma pesquisa do tipo qualitativo, a pesquisa-ação oferece subsídios para a realização de uma reflexão sobre uma ação concreta, realizada coletivamente, instituindo-se como um ato político, dentro de uma perspectiva de transformação da realidade. Com isso pretendemos tomar a situação observada como

desafio a ser resolvido ou pelo menos esclarecido por todos os envolvidos nessa experiência (THIOLLENT, 2006).

O campo de pesquisa é formado por escolas da rede pública estadual da Bahia, participantes do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência da Ufba – PIBID. Entre eles está o Colégio Estadual da Bahia (CENTRAL), o Colégio Estadual Deputado Manoel Novaes, o Colégio Estadual Viana Filho, o Colégio Estadual Manoel Devoto e o Colégio Estadual Odorico Tavares. OS sujeitos da pesquisa são estudantes das licenciatura que recebem aopoio das bolss do PIBID e seus coordenadores e supervisores.

O direito a uma formação plena Em todo o país há uma expansão significativa da formação universitária de professores, em especial de cursos de que utilizam tecnologias ou até são realizados a distância. Isso justifica a realização de uma pesquisa que vise atender a necessidade de reflexão sobre modos de concepção de ensino-aprendizagem vigentes nessas experiências. O que ainda não sabemos é se teremos a abertura de novas perspectivas para a função social da universidade ( SANTOS, 2005 ) em sua relação com a Educação Básica.

Com o uso das TIC surge uma oportunidade de inovar a prática pedagógica, mobilizar os sujeitos envolvidos para a construção coletiva de um projeto político de formação. Estarão, acima de tudo, provocando novas necessidades e mobilizando novos saberes. Sendo co -autores desse projeto, é fundamental que os professores explorem o uso das TIC, compreendendo que estas são muito mais que um modo de operacionalizar a prática pedagógica, posto que criam condições para a participação ativa do professor no universo da cultura digital. Somos exigidos a atuar como agentes ativos da cultura digital. Nesse contexto cultural emerge um conjunto de novas práticas, saberes, costumes e valores que estão

sendo reorientados, reinventados e transversalizados pela presença das TIC. A educação também faz parte desse contexto, que potencializa a reflexão e ação coletiva do professor para a transformação social .

Os professores têm vivenciado novas formas de conceber, produzir e utilizar as TIC para planejar, desenvolver e avaliar a sua prática pedagógica e orientar a sua formação. Ao longo do trabalho buscamos analisar os sentidos construídos sobre essa prática e o que a condiciona. Essa análise permitirá uma compreensão mais complexa da nova realidade cultural do trabalho no interior da universidade, potencializando-a. Compreender essa experiência e as novas relações que ela engendra é uma necessidade dos tempos atuais. Um dos grandes desafios é perceber-se e agir de modo integrado. Dessa forma, os professores, cada dia mais, poderão atuar em redes de ação/formação, potencializando o processo de ensino e aprendizagem, garantindo uma formação plena para si e para os outros sujeitos.

As mudanças culturais promovidas pela presença das TIC no processo de formação universitária dos professores estão sendo observadas e caracterizadas através da aplicação de um questionário antes e após intervenções realizadas junto aos sujeitos da pesquisa. Tais intervenções se constituem na inserção dos sujeitos da pesquisa na cultura digital, além do favorecimento da tomada de consciência dos licenciandos

levando-os a compreender a própria prática e a transformá-la em prol de seu desenvolvimento pessoal e profissional. É indispensável lançar o nosso olhar crítico e propositivo sobre esse movimento. Através dessa tarefa teremos subsídios para desenvolver processos na universidade que possam colaborar com a superação dos problemas enfrentados pela educação. De modo mais amplo, também será possível atender ao imperativo de garantir que os professores tenham o direito de vivenciar um processo de formação plena e autônoma ( TEIXEIRA,1966 ) .



Cultura digital na experiência do PIBID-UFBA O PIBID-UFBA busca fortalecer a articulação entre a universidade e a rede de educação básica da Bahia, através da iniciação à docência entre licenciandos nas áreas de Matemática, Física e Química. Esse Programa tem como objetivo principal valorizar a licenciatura, motivando os estudantes que optam pela carreira docente, promovendo uma formação que integra teoria e prática. Os sujeitos da pesquisa respondem a um questionário o qual procuramos

investigar o modo como se relacionam com a cultura digital. São observados os modos de interação mediada por essas tecnologias, nas condições de acesso e produção de informação disponíveis. Também respondem a entrevistas que promovem o diálogo sobre os significados produzidos na experiência de formação e uso das TIC. A reflexão se dá antes e após o desenvolvimento das atividades cotidianas. A

idéia é de que, com a pesquisa, haja um favorecimento da tomada de consciência desses futuros decentes levando-os a compreender a própria prática e a transformá-la em prol de seu desenvolvimento pessoal e profissional. Com isso a pesquisa investiga uma problemática pertinente ao momento contemporâneo de educação. Ao mesmo tempo instiga o futuro professor a um processo de construção de sua autonomia, através da valorização de sua interdependência. No futuro, para incitar seus educandos a aprender e ter autonomia diante das informações pertinentes a sua ação.

O conceito de autonomia está no centro de nossas reflexões, tendo em vista que esse é um assunto abordado por alguns autores. É possível observar que trata-se de um tema complexo e que se relaciona com distintas concepções de educação que perpassam o modo como a autonomia é percebida, vivenciada em cada prática específica. Rudolf Delling, por exemplo, fala da necessidade de organizar ajudas para que o aluno possa desenvolver a aprendizagem. Um ponto a ressaltar em sua teoria é a questão da autonomia e independência do aluno em detrimento da redução do papel do professor. Cabe questionar se essa noção não poderá impicar em confusões entre o exercício da autonomia do aluno e a ausência de colaboração de um professor problematizador do processo de aprendizagem (DELLING, 2008).

Nesse caso é necessário distinguir colaboração e facilitação. Para o autor, muitas vezes o papel do professor é unicamente o de facilitador do processo de aprendizagem, o que também não implicará em autonomia do aluno. Na verdade, a simples disponibilidade de informações e o uso de outros mecanismos de facilitação do acesso a elas nem sempre poderão repercutir no processo de conquista da autonomia por parte dos alunos. Nesse caso, as relações de poder podem permanecer intactas na sala de aula, sem que o professor deixe de ocupar o lugar de quem sabe e transmite e que o aluno seja visto como o que não sabe e assimila as informações. Um caminho possível para a conquista da autonomia se dá com a ruptura dessas relações. Trabalhar no sentido de promover a autonomia do aluno tem a ver com possibilitar atividades em cooperação, dando oportunidade para que estes trabalhem em grupo com a interferência de um professor que provoca e apoia, que negocia as diferenças, propõe novos caminhos. Esse professor valoriza e potencializa os diferentes modos de relação com o saber. Assim, tanto professor como aluno assumem a postura de pesquisador. O aluno, para que possa ser autônomo e produtor de conhecimento, precisa ser instigado à produção. Não basta simplesmente facilitar o seu acesso a um conjunto de informações se ele não tem interesse em conhecê-las, em desvendar o mundo. (WERRI; RUIZ,2001).

Nessa linha de análise, parece evidente que a formação do professor nunca será suficiente, o que aponta para uma demanda de formação contínua, igualmente favorecida pela presença das TIC. A formação contínua do professor serve para auxiliar a suprir a necessidade de construir uma escola de qualidade, para que estes possam contribuir para a formação de indivíduos críticos, conscientes de seu próprio viver na sociedade. Para tanto, estes professores devem não somente ter a capacidade de se comunicar, mas também devem fazer uso dos meios de comunicação na sua ação/formação. (BETTEGA, 2004, p. 72).

Compreende-se que o professor deve atualizar-se constantemente para a sua prática docente, o que ocorre em sua própria prática, que chamamos de "ação/formação". No que diz respeito ao uso das TIC dentro desse processo de ação/formação, observa-se uma série de obstáculos, tanto no que tange o histórico do

sujeito com relação as novas tecnologias, quanto às condições a ele postas em sua prática pedagógica.

Os propósitos e as condições fundamentais da sua plena integração com a atividade humana também não podem passar despercebidos. O simples domínio de uma técnica não é suficiente para que ele desempenhe a sua função como sujeito da história e agente de transformação de sua cultura. A familiarização com a técnica envolve muito mais do que o seu conhecimento instrumental, pois tem a ver com uma interiorização das suas possibilidades, com a manifestação de suas intenções e expressão de seus desejos. (PONTE, 2002).

Conclusão

Embora a pesquisa esteja em andamento, podemos afirmar que não é longa a distância que separa a inserção dos professores em formação na cultura digital. Para as gerações mais novas a paisagem “natural” é marcada pela presença de tecnologias da informação e comunicação. Entretanto, a ruptura das relações pedagógicas arraigadas na escola, visando uma transformação não se dará sem uma atitude crítica e criativa dessas tecnologias.

Não basta pensar em como a tecnologia pode servir a sua prática, dando um sentido simplesmente utilitarista e instrumental ao seu uso. É necessário refletir sobre o tipo de transformação das relações no contexto da cultura digital, as quais possibilitam novos modos de interação com os outros, com o mundo e com o conhecimento. Nesse caso, é possível afirmar que a formação do professor no contexto da cultura digital enfrentará o desafio de mover-se através da interface entre as dimensão técnica, científica, filosófica e afetiva da prática educacional.

Referências

BETTEGA, Maria Helena Silva. Educação continuada na era digital. São Paulo:

Cortez, 2004.

DELLING, Rudolf. Revista Brasileira de Aprendizagem Aberta e à Distância. ABED,

2008. Disponível em: http://www.abed.org.br Acesso em: 27 de agosto de 2008.

SANTOS, Boaventura de Souza. A Universidade no Século XXI: para uma reforma

democrática e emancipatória da Universidade. São Paulo: Cortez, 2005.

TEIXEIRA, Anísio. O problema de formação do magistério. Revista Brasileira de

Estudos Pedagógicos. Brasília, v.46, n.104, out./dez. 1966. p. 278 a 287

THIOLLENT, Michel. Metodologia da pesquisa-ação. 3 ed, Rio de Janeiro: Cortez,

2006.

PONTE, J. P., Oliveira, H., & Varandas, J. M. (2002). As novas tecnologias na

formação inicial de professores: Análise de uma experiência. In: FERNANDES, M. et

al. (Orgs.). O particular e o global no virar do milénio: Actas V Congresso da

Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação. Lisboa: Edições Colibri e SPCE.

WERRI, Ana Paula Salvador; RUIZ, A. R. Autonomia como objetivo da educação.

Colloquium (UNOESTE), v. 1, n. 5, p. 221-227, 2001.


quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Projeto de Pesquisa
Título: Novas tecnologias: Recursos e obstáculos para a prática docente

Foco: Observar os múltiplos recursos digitais que são/ podem auxiliar na educação nos mais diversos níveis e locais de ensino, Investigando a maneira em que atuam na prática pedagógica, quais os desafios/barreiras que os docentes encontram para utilizá-los de que forma auxiliam/facilitam neste processo e qual o papel do educador perante essas novas tecnologias.

Problemática: Os desafios que surgem na prática pedagógica em relação ao uso das novas tecnologias.

Iniciamos então o nosso projeto de pesquisa...
Sugestões, comentários e críticas são bem vindas!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Cresce no meio acadêmico e escolar brasileiro uma necessidade premente de interagirmos com os computadores e navegar na Internet.
Por que navegar? Para acessar e enviar e-mails, fazer pesquisa de preço, de notícias, de produtos, de informações, divertir-se e aprender. Sim, haveria outros milhares de motivos, se formos contar as populações em diferentes idades.
E neste burburinho, cresce também a idéia de inclusão digital. O artigo abaixo, retirado do site Brasil Escola, faz uma interessante discussão sobre a relação entre inclusão digital e educação digital.
No Brasil, o processo de inclusão digital ainda está permeado pela necessidade de ofertar acessos públicos, e aqui friso principalmente nas escolas e universidade, aos jovens do país. Falta aparelhos e pessoas responsáveis para instruir crianças, jovens e adultos na utilização destas novas tecnologias.
Mas não podemos deixar de lado uma questão: inclusão não significa apenas acessar a Internet. Existe ai uma nova/velha educação em tramitação. Veja o artigo.

Educação Digital
Em dezembro de 2000, os Estados Unidos aprovaram o “Children’s Internet Protection Act”, também conhecido como CIPA, que exige que escolas e bibliotecas subsidiadas pelo governo federal possuam uma tecnologia que garanta que menores não tenham acesso a conteúdos obscenos, pornografia infantil e outros conteúdos a eles inapropriados. Assim, os estabelecimentos acabaram por adotar filtros, visando evitar o contato dos alunos com tais materiais.
Devido ao fato de filtros e outras tecnologias serem imperfeitos, e poderem, inclusive, acabar por filtrar recursos educacionais úteis, alguns ainda defendiam a adoção de soluções paralelas ao problema. Neste sentido foi aprovado o “Child Online Protection Act” (COPA) e criada uma comissão para estudar métodos de redução do acesso de menores a materiais de cunho sexualmente explícito. A comissão, formada por representantes da indústria de tecnologia e serviços online, importantes agências federais, grupos defensores dos direitos de crianças e adolescentes, grupos religiosos, educadores e bibliotecários, concluiu que uma combinação de fatores (ações técnicas, legais, econômicas e educacionais) seria a melhor solução.
Por seu turno, no estado americano da Virgínia, foi aprovada uma lei que obriga às escolas públicas a ensinarem sobre Segurança na Internet. A lei – com vigência a partir do primeiro dia de julho de 2006 – exige que o Departamento de Educação daquele estado elabore instruções sobre a inclusão da disciplina na grade curricular. Antes mesmo da lei, várias escolas já haviam adotado a disciplina em período de aula ou mesmo informalmente.
Workshops também têm surtido efeito nos Estados Unidos. Em se tratando de adolescentes, impera a idéia “comigo não acontece” mas, quando se é colocado diante de grupos de pessoas que já passaram por uma situação de perigo na Internet, ou, pelos menos, os educadores usam exemplos reais detalhados para dar ênfase aos perigos online, a mensagem é recebida. “É necessário que os alunos consigam visualizar a si ou a seus amigos na história”, diz Parry Aftab, diretora da ONG americana Wired Safety.
Na Grã-Bretanha, em 2002, o Departamento de Ciência da Informação da Universidade de Loughborough conduziu auditoria em 577 escolas inglesas, visando a coleta de dados sobre o que se tem feito em relação às práticas de segurança online. Alguns dos quesitos analisados foram: existência de filtros, políticas de uso da Internet, monitoramento e educação dos alunos; métodos de ensino de segurança online; métodos de implementação das políticas de uso e de identificação da fonte de informações sobre segurança e, ainda, se estas informações recebidas são realmente colocadas em prática.
Segundo pesquisa britânica, 61% dos professores não se sentem preparados para lidar com a educação digital. Os professores não precisam entender tudo de tecnologia, mas pelo menos necessitam saber sobre os riscos online. As escolas britânicas tendem a acreditar que a educação digital se limita a aplicações que envolvam o ambiente escolar, deixando de lado assuntos como bate-papos, mensagens instantâneas e P2P, por exemplo. Acreditam que, por serem assuntos que não fazem parte do dia-a-dia escolar, devem ficar sob responsabilidade dos pais. Questionamos esta posição.
Em Portugal, ao nível do 1º, 2º, 3º ciclo de ensino e ensino secundário, não existe uma grade curricular que aborde questões da segurança online aos mais novos. O foco é todo na aprendizagem das ferramentas básicas (processador de texto, folha de cálculo, etc.) e nas aplicações básicas relacionadas ao acesso à Internet. No entanto, há margem para que os professores abordem outras questões com os alunos, mas fica sempre ao critério do professor. Assim, um ou outro professor adota atitudes louváveis mas, mesmo assim, ainda precisam de ajuda. E o mesmo acontece com os pais.
Nos restantes países de língua oficial portuguesa, o desafio é o de conseguir levar as tecnologias de informação e comunicação às populações, já que faltam equipamentos, softwares, entre outros.
No Brasil, fala-se muito em Inclusão Digital, mas pouco em Educação Digital. Enquanto governos e empresas multinacionais investem em equipamentos e no ensino sobre como usar as ferramentas básicas, falta instrução a respeito do uso correto, de acordo com princípios básicos de cidadania.
Pesquisando sobre o assunto, descobrimos uma professora brasileira chamada Cleide Muñoz, que ministra aulas de ética na informática a alunos de 5ª série a 8ª série. A atitude de Cleide é, de fato, louvável. Mas, no geral, ainda impera uma sensação de insegurança nesta “colcha” globalizada mas retalhada. “Segurança na Internet”, “Ética na Informática”, “Cidadania Digital”: é necessário organizar a disciplina e preparar os professores para um ensino completo e adequado.
É por esse motivo que estamos desenvolvendo o projeto “Educação Digital”, que engloba lições sobre Segurança e Privacidade, e Cidadania e Ética Digital. A princípio são ministradas palestras a mantenedores de escolas, professores, pais e alunos, sempre em grupos separados e com foco nas necessidades de cada grupo. Num futuro não muito distante vislumbramos a possibilidade de adicionar a disciplina à grade curricular, seja como matéria independente ou parte de disciplinas afins, como a Informática.
O importante é não perder tempo. Vivemos em uma nova era – a Era Digital – em que as informações são bombardeadas em velocidade espantosa. Somos a Sociedade da Informação! Se não dermos a devida atenção a este novo tipo de educação, as crianças de hoje serão os adultos confusos, perdidos e desinformados de amanhã. Ficaremos de braços cruzados?

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Pesquisa junto a Jovens sobre a Internet e Segurança


Os números do momento são alguns dados de uma pesquisa junto a jovens levada a cabo pela ONG Safernet, uma ONG que se tornou uma referência nacional no enfrentamento aos crimes e violações aos Direitos Humanos na internet.
*53% afirmaram já ter encontrado conteúdo impróprio na rede
*87% afirmam que não têm limites para navegar
*38% dizem ter medo de encontrar um adulto mal intencionado enquanto navegam
*28% dizem ter encontrado pessoalmente alguém que conheceram na rede.
*21% nunca se sentem seguros na internet
*38% foram vítimas de ciberbullying
*29% já tiveram seus dados/perfil roubados
*26% nunca buscaram dicas de proteção.

A Educação que muitas vezes se faz






Caros colegas, seguidores.

Sem muitos trago-lhes está imagem e deixo aqui registrado, um exemplo do que sabemos que muitas vezes acontece nos ambientes de educação, não desta forma necessariamente, mas garanto que isso vós trará inúmeras recordações de cenas já presenciadas. E deixo a seguinte reflexão: Essa é a educação que queremos?