quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Apresentação

Considerações finais....

Considerações finais

Ao iniciarmos nosso projeto de pesquisa, tínhamos algumas certezas, diversas duvidas e uma vontade imensa de dominar o assunto. Ao chegarmos ao final deste semestre nos damos conta que embora a tecnologia avance em passos largos ela somente conseguirá alcançar aqueles educadores que não se intimidarem e se mantiverem em constante processo de atualização.

A tecnologia em geral e o computador/informática em particular, não se constitui como ameaça a figura do professor. Mas é se permitido pelo próprio professor, uma ferramenta fantástica que coloca o educador em linha direta com o educando.

Das certezas que tínhamos ao iniciar este projeto restaram a confirmação: os profissionais da educação, principalmente da rede publica tem pouco conhecimento das novas tecnologias e muitas vezes se quer tem conhecimento dos recursos a sua disposição. Quando te acesso a esses na maioria das vezes não domina sua utilização e acaba por apenas colocar um instrumento novo em sua velha maneira de lecionar. Tudo isto ocorre principalmente devido a acomodação dos profissionais da educação, da velha máxima de que não se muda o que esta “dando certo”. Sem no entanto questionar se realmente está dando certo.

A questão principal é que o que já não era assim tão certo no século XX com toda certeza não pode continuar a ser exaustivamente repetido no século XXI.o mercado disponibiliza vários recursos para a boa pratica docente, como pudemos visualizar ao discorrermos sobre o sistema Positivo de tecnologia educacional o qual sugere primeiro atualizar o professor com as noções básicas a respeito das novas tecnologias, operação dos recursos para a pratica pedagógica, enfim a capacitação do professor para que a utilização dos recursos disponíveis seja um facilitador do processo ensino aprendizagem.

Nesse sistema (Positivo) vimos que a constante atualização do professor trazendo-lhe o domínio das novas tecnologias irá gerar uma maior proximidade com o educando facilitado a produção/construção do conhecimento.

A educação tem que ser ao mesmo tempo desafiadora e esclarecedora pois de outra forma não será estimulante para o jovem que tem dentro de si o desejo de dominar e transformar o mundo. Tal desejo não pode ser simplesmente sufocado, deve sim ser estimulado e canalizado pelo professor para o crescimento do jovem e da sociedade que o cerca.

As tecnologias digitais são uma realidade incontestável e irretornavel. Não como imaginar que as salas de aula possam se tornar atrativas se as ignorarmos. Cabe ao professor buscar sua constante atualização nesta área de modo que se torne um de seus principais aliados no processo educativo.

É possível para o professor manter-se em permanente processo de formação atualização na era digital. Existem empresas especializadas na educação digital que proporcionam treinamento especifico para professores. Desde discussão de tendências pedagógicas como fundamento pra utilização de tecnologia, desenvolvimento de noções básicas de tecnologia e informática, operações de recursos na pratica pedagógica, ate a montagem integrada de projetos pedagógicos.



Avaliação Individual

Ariane Carolina Boscardini Bittencourt

Ao concluir este projeto, pudemos verificar que o mesmo possibilitou avaliar e discutir o papel das tecnologias no processo pedagógico, assim como a postura do professor frente a essa verdadeira “invasão” tecnológica na educação.

Para mim ficou claro que, como professor, tenho que manter-me em constante atualização tentando acompanhar o desenvolvimento dos meios de comunicação e da sociedade em si, para não perder o foco de qual é o papel do educador: um importantíssimo instrumento a serviço da construção da educação. Realizar este projeto de pesquisa foi realmente um grande desafio visto que o assunto trabalhado nesta cadeira não era de meu completo ‘domínio’ sendo que muitos dos termos e ferramentas foram novidade para mim, inclusive o blogg, que até então eu não utilizava, confesso que ainda tenho algumas dificuldades em lidar com esta ferramenta, porém apesar de não ter “dominado” totalmente este recurso tecnológico, aprendi, e considero que isto seja realmente o mais importante, a não ter medo de “fuçar” tanto no computador e seus recursos disponíveis quanto na internet, pois é apenas experimentando, tentado, acertando e errando que realmente aprendemos a lidar com tais recursos que são tão presentes em nossa sociedade atual.

Ana Paula Trisch Garcia

Ao desenvolver do projeto, até o seguinte momento, sabemos que são inúmeras as dúvidas, as inquietações dos profissionais da educação perante o assunto das tecnologias digitais na educação, mas ainda me pergunto se não falta muita coisa antes de se pensar em utilizar a educação digital na educação, é necessário primeiramente, observar um novo currículo para as escolas, que muitos do que hoje circulam nas instituições de ensino estão defasados, para então termos um olhar critico, quanto o fazer desta contribuição para a educação. Percebe-se então que de primeiro momento para que efetivamente este trabalho aconteça, os professores precisam ter acessibilidade a estes recursos, vivenciar de uma formação especifica para este trabalho. Como conhecemos por meio destes projetos inúmeras iniciativas como o Portal Aprende Brasil e até mesmo o sistema do Positivo informática, e os educadores muitas vezes desconhecem estes projetos que estão acessíveis a todos, principalmente o Portal Aprende Brasil. Uma nova reformulação no currículo escolar, a preparação de educadores que visem contemplar seus alunos com a educação digital, que esta passe de inclusão digital, para interação social. E não há dúvidas que a partir da inclusão digital nas escolas, os alunos estarão mais motivados, mais interessados, e conseqüentemente assim a educação se tornará mais atrativa, e até pelo que vimos e aprendemos, com o sistema e os projetos da Positivo, que a educação tem tomado novos rumos, a freqüência dos alunos aumentou, o interesse, a busca pela pesquisa, o andamento dos projetos de pesquisa focado no educando, entre outros fatores que vemos a melhora significativa na educação.

Avaliação do Grupo

Finalizando este projeto percebemos a riqueza do projeto e da nossa temática de pesquisa, onde aprendemos muitas coisas, muitos valores e aprendemos sobre educação, e a importância que a utilização dos recursos digitais, entre outros, trazem e trariam para a educação, sabemos que vivemos na era digital, e ela não fazer mais parte da educação, torna a escola algo arcaico e desinteressante.

"O professor deixou de ser o único provedor de acesso à informação. Da lousa e do caderno, saltamos para o mundo cibernético. Do professor que dava aulas porque só ele sabia, precisamos migrar para desaprender e nos tornar aprendizes para o resto de nossas vidas(...)"

Citação e trecho retirado do livro: Ao mestre, com carinho. Editora Sinodal, 2007.( pág 6)

Hoje existem inúmeras formas de aprender, não somente na escola como antigamente, pois a era digital, é a era da informação, onde em segundo estamos informados de tudo que acontece no mundo ao nosso redor. As aprendizagens realizadas com as pesquisas, leituras, blogger, com a temática trabalhada, os vídeos assistidos, entre outros materiais, nos trouxeram uma reflexão sobre o fazer educação, sobre a instituição escolar, sobre os mantenedores destas instituições. Como está se investindo na nossa educação, nos futuros profissionais. E ainda mais implica na nossa formação, pois seremos professores que estarão atuando, e esta reflexão acrescenta muito na nossa formação.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

FORMAÇÃO DE EDUCADORES - POSITIVO

Com as Soluções Positivo de Tecnologia Educacional, os educadores têm à disposição um completo programa de formação, que contempla:


Introdução ao uso dos recursos tecnológicos

Desenvolvimento das noções básicas necessárias para que os educadores utilizem adequadamente os recursos tecnológicos que integram a solução proposta.

Operação dos recursos tecnológicos e articulação à prática pedagógica

Capacitação dos educadores para a correta utilização e articulação dos recursos tecnológicos à prática pedagógica.

Tecnologia educacional
Discussão das tendências pedagógicas que fundamentam a utilização da tecnologia no processo de ensino e aprendizagem.

Metodologia de projetos

Orientações sobre como integrar os recursos tecnológicos aos projetos pedagógicos a serem desenvolvidos na escola, em todas as áreas do conhecimento.


O suporte técnico e pedagógico visa garantir o perfeito funcionamento de todos os equipamentos e recursos de tecnologia educacional que integram a solução, bem como orientar os educadores para a correta utilização dos recursos no cotidiano da escola. tecnologia está revolucionando as formas de ensinar e de aprender. A Positivo Informática participa desta revolução desenvolvendo ferramentas, específicas para a área educacional, que facilitam e enriquecem o aprendizado. É a tecnologia da Positivo Informática aliada à experiência do Positivo, na área educacional, incentivando o desenvolvimento de alunos e professores.





Portais de educação da Positivo

Os Portais Educacionais são parte da atuação do Grupo Positivo no segmento de Tecnologia Educacional. Por meio da Positivo Informática, trazem toda a interatividade na Internet para dentro da sala de aula de milhões de estudantes de instituições públicas e particulares, tanto de ensino básico como de nível superior.

O Portal Aprende Brasil contém tudo o que a Secretaria de Educação e suas escolas precisam para integrar a Internet aos ambientes de ensino e aprendizagem, transformando a inclusão digital em inclusão social. Acesso: http://www.aprendebrasil.com.br/
Interessante este site, traz inúmeras informações sobre educação em todos os niveis de ensino, através de pesquisas e noticiais. É  também ferramenta de pesquisa escolar, de interação.
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O Portal Educacional é o mais completo portal de educação disponível na Internet. Uma ferramenta tecnológica para instituições da rede particular de ensino, da Educação Infantil ao Ensino Médio, educadores, pais e alunos.

O Educacional oferece um ambiente virtual personalizado, com conteúdos, serviços exclusivos e facilidades como:
Ferramentas de comunicação com toda a comunidade escolar;
Oficina do Texto com grandes nomes da literatura, como Ziraldo e
Luis Fernando Veríssimo;
Projetos Colaborativos;
Atividades, conteúdo e serviços pedagógicos;
Concursos e jogos educativos, que estimulam a criatividade e
raciocínio;
Consultores pedagógicos, que trabalham em conjunto com
educadores;
E o maior e mais confiável conteúdo educacional em Língua Portuguesa.
E tudo isso com o atendimento presencial na sua escola e a qualidade da
maior empresa de educação do País, o Grupo Positivo.

Acesso:  http://www.educacional.com.br/

Softwares da Positivo

Com tantos recursos, tantos softwares disponiveis no mercado ficou ainda mais fácil aprender, e são inúmeras possibilidade que estes softwares trazem,  e o ensino fica mais fácil e prazeroso.
Com os softwares da Positivo Informática os alunos aprendem se divertindo!

Descubra como os softwares ajudam crianças e adolescentes a entender e aplicar conceitos de diversas disciplinas em um ambiente de muita magia e criatividade, explorando todo o potencial das tecnologias multimídias.
São mais de 90 títulos comercializados em todo o Brasil. Entre eles os softwares educacionais Disney, o Kid Pix, além de obras de referência como o conceituado Dicionário Aurélio Eletrônico. Confira!!!!!



Kid Pix 3,
Com o novo Kid Pix, as crianças poderão expressar suas representações do mundo por meio da criação, edição e exposição dos próprios projetos. Com muito mais recursos, o novo Kid Pix traz ferramentas onde a idéia vira realidade com muito mais nitidez e perfeição, pronúncias de frases em português sem sotaques, estimulando ainda mais a criação e a capacidade das crianças, integrando textos, imagens, ferramentas de desenho e pintura, animações, efeitos especiais, recursos de som e vídeo. A construção de projetos estimulará o desenvolvimento de habilidades fundamentais, como criatividade, comunicação e expressão, busca e organização de informações, planejamento de estratégias e solução de problemas, socialização e cooperação.




Atividades:

• Dezenas de fundos, templates, carimbos dimensionáveis, animações, pincéis divertidos, padrões de preenchimento com tinta, texturas de papel, efeitos especiais de mixer e centenas de carimbos;

• Leitor automático que permite que o texto das criações seja lido “em voz alta” pelo computador e uma incrível máquina de idéias para inspirar novos projetos;

• Slide show que possibilita a incorporação de textos, gráficos, fotos, som e vídeos;


Inspiration
Fácil e simples de usar, Inspiration é um programa de criação, edição e exposição de mapas conceituais que permite aos usuários representar suas idéias e concepções, arranjá-las e agrupá-las de diversas formas. Desenvolve habilidades, como criatividade, comunicação e expressão, busca e organização de informações, planejamento de estratégias, solução de problemas, socialização e cooperação.




O software oferece:

• Diversas ferramentas que integram representações gráficas semelhantes a diagramas, que indicam relações entre conceitos ligados por palavras, imagens e sons;

• Criação de mapas conceituais, em todas as áreas do conhecimento, com dezenas de estruturas pré-criadas (templates/sugestões de atividades/exemplos), que servem de guia para o usuário;

• Biblioteca com milhares de símbolos e/ou ícones que podem ser usados para representar os elementos dos mapas conceituais, além da possibilidade da inclusão de legendas, comentários, áudios, imagens, animações e links Web.
• Manual completo do professor.
 
Supermercado
Através de situações semelhantes às encontradas na vida real, o Software ensina a fazer compras, aplicando conceitos matemáticos, de orientação espacial e voltados para o consumo. As crianças são instigadas a verificar prazos de validade, pesquisar preços e procurar nas prateleiras produtos indicados em uma lista de compras. Ao realizar as tarefas corretamente ganham dinheiro que podem economizar e comprar o que desejarem na seção de brinquedos!





O software oferece:

• Atividades que envolvem o sistema monetário (comparar e conferir preços, comprar, vender, calcular, pagar, dar e receber troco);

• Possibilidade de impressão de cédulas, moedas e embalagens dos produtos, para montar um mini supermercado;

• Atividades contextualizadas que promovem e estimulam a resolução de situações-problemas
 
Tabuada
As atividades propostas pelo software trabalham com a memória, o questionamento e a problematização dos números, tornando a prática da matemática e a memorização da tabuada muito mais fácil e atraente para as crianças.




O software oferece:

• Possibilidade de configuração das atividades de acordo com o nível de aprendizagem do aluno;

• Atividades interativas que trabalham a multiplicação; números e quantidades; comparação de grandezas entre outras;

• Situações de aprendizagem que exercitam a memória e o raciocínio lógico.


Mickey _ Primeiros passos
O cenário familiar da Disney está repleto de atividades que desenvolvem vocabulário básico, coordenação motora, intuição, percepção e observação, raciocínio abstrato, conceitos musicais, cores primárias, formas geométricas, alfabeto, habilidades com números e muita criatividade.




O software oferece:

• Atividades que desenvolvem a observação, a percepção auditiva e a resolução de problemas;

• Ambiente personalizado para a criança que está começando a andar, com horas de aprendizado exploratório.



Professores

Os CD-ROMs da Disney possuem uma seção especial para os Professores com informações mais detalhadas sobre as habilidades exploradas ou as possibilidades de trabalhos que podem ser desenvolvidos em cada atividade. O programa tem, também, o ajuste automático do grau de dificuldade. Isto é, dependendo do desempenho da criança, o próprio software regula o nível de dificuldade das atividades.




Mais softwares em : http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_soft_categoria.asp?id_categoria=9
Referencias:  http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_soft.asp

Recursos da Positivo

As seguintes postagens trazem como conteúdo, um pouco de cada mesa da Positivo Informática, onde estas são utilizadas na rede Municipal de Ensino de São Leopoldo. Trazemos o objetivos, destas, como atuam junto com os alunos, a faixa etária que elas capacitam, como funciona o trabalho com estas em si.

As mesas educacionais da Positivo Informática são utilizadas em diversos estágios da Educação Infantil, séries iniciais do Ensino Fundamental, Educação Especial e Educação de Jovens e Adultos.

São compostas por módulos eletrônicos e softwares educacionais, que em conjunto atendem múltiplos objetivos educacionais e suprem as necessidades pedagógicas de um amplo universo de alunos de diferentes idades, níveis de conhecimento e de desenvolvimento.
A integração entre o material concreto e o software proporciona a aprendizagem de conteúdos curriculares de diversas áreas do conhecimento; e o desenvolvimento de habilidades fundamentais, como criatividade, raciocínio lógico, organização espacial, coordenação motora, expressão oral e escrita, resolução de problemas, entre outras.
Cada mesa foi desenvolvida para permitir o trabalho colaborativo de até seis crianças, proporcionando um ambiente de interação e socialização.


Recursos da Positivo

MESA KID TOGETHER
Oferece atividades que trabalham a matemática, a escrita, as cores, as formas, a organização, o pensamento lógico, entre inúmeras outras;

Recurso multidisciplinar, que contribui para o fortalecimento de habilidades cognitivas, psicossociais, motoras e de aprendizado independente;
Atende desde a Educação infantil a 4.ª série do Ensino Fundamental, além da Educação Especial.

O objetivo da Mesa Educacional Kid Together é o de desenvolver, em crianças pequenas, a construção inicial de conceitos elementares da matemática, das artes, da língua portuguesa, entre outras, que servirão, futuramente, como base para a compreensão de conceitos mais complexos.




É composta por inúmeros materiais concretos como: blocos coloridos de diferentes formas geométricas, cartões ilustrados, lâminas de atividades, barras de quantidade, que juntos proporcionam o desenvolvimento de habilidades cognitivas, psicossociais e motoras.
Nas atividades da Mesa Educacional Kid Together é possível ler e escrever histórias e poemas, pintar, reconhecer cores e formas, trabalhar com as operações matemáticas, com frações, classificação, padrões geométricos, projetar e construir modelos, montar quebra-cabeças, resolver problemas, tirar conclusões e participar ativamente do processo de aprendizado.
O trabalho com a Mesa Educacional Kid Together propicia aos alunos uma surpreendente busca do conhecimento, individual e coletivo, onde criação, exploração, análise, síntese, planejamento e estratégia são continuamente estimulados.




Recursos da Positivo

MESA MY KID

Tem o objetivo de desenvolver habilidades de comunicação e expressão de forma atual e contextualizada;

Recurso multidisciplinar altamente lúdico e interativo;
Atende desde a Educação infantil a 4.ª série do Ensino Fundamental, além da Educação Especial.
A Mesa Educacional My Kid prioriza a construção do conhecimento de forma multidisciplinar, por meio de situações lúdicas, criativas e desafiadoras de aprendizagem.


Ela permite que se utilize ao máximo a interação tecnológica, para estimular e desenvolver os processos de leitura, interpretação e criação de textos, tanto individuais como coletivos, de forma atual e contextualizada.
As atividades propostas pelo software da Mesa abrangem temas relacionados à ciência, natureza, tecnologia, música, artes, entre outros. Por meio de atividades desafiadoras, videoclipes, músicas, sons, imagens, histórias, textos e um dicionário com mais de mil palavras, o software instiga as crianças a realizarem interpretações e a se tornarem leitoras e produtoras de textos.
O sistema da Mesa Educacional My Kid busca incentivar o trabalho em grupo, tido como instrumento a serviço da construção cooperada do saber, com distribuição de papéis entre os componentes, discussão de idéias, posições e negociação coletiva da solução.

A Mesa Educacional My Kid estimula ainda as crianças a utilizar enfaticamente a linguagem como meio de comunicação, expressão do pensamento, dos sentimentos e das suas vivências.


REFERENCIAS: http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_mesas_mykid_mais.htm

Recursos da Positivo

MESA EDUCACIONAL MULTIMUNDOS

Desenvolvida para trabalhar conceitos da matemática, das ciências, da geografia e da história de forma interdisciplinar e contextualizada;

Recurso multidisciplinar, criado para estimular o debate e o trabalho colaborativo na solução dos problemas;
Atende desde a Educação infantil a 4.ª série do Ensino Fundamental, além da Educação Especial.

Mesa Educacional Multimundos é um ambiente diferenciado de aprendizagem integrado por um módulo eletrônico, um software educacional e materiais concretos, que juntos desenvolvem conceitos da matemática, das ciências, da geografia e da história de forma interdisciplinar e contextualizada.

Trabalha com lâminas intercambiáveis que são reconhecidas automaticamente por um dispositivo desenvolvido especialmente para acomodá-las. Cada uma das lâminas possui comandos e espaços para a colocação de cartões que são lidos pelo software, característica que torna os recursos e as atividades da Mesa Educacional Multimundos altamente interativas.
A Mesa disponibiliza ainda um espaço virtual que possibilita a inclusão de vídeos, fotos, imagens, som e textos que podem ser produções individuais ou coletivas.
Além das características descritas este recurso ainda proporciona o respeito ao ritmo, ao estilo de aprendizagem de cada criança e a ludicidade, que deixa os conteúdos curriculares extremamente atraentes para os alunos. Esses são aspectos que somados, facilitam o processo de ensino-aprendizagem e tornam as atividades significativas, contextualizadas e agradáveis.

REFERENCIA: http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_mesas_multi_mais.htm

Recursos da Positivo

MESA E-BLOCKS

Desenvolvida com o objetivo de enriquecer e expandir a experiência de aprendizagem da língua inglesa de forma multisensorial;

Um método completo de ensino de inglês com livros para os alunos, aulas para professores entre outros materiais concretos;
Já é utilizada com sucesso em mais de 17 países, tendo recebido importantes prêmios internacionais;
Atende desde a Educação infantil a 4.ª série do Ensino Fundamental, além de Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial.


A Mesa Educacional E-Blocks foi desenvolvida com o objetivo de enriquecer e expandir a experiência de aprendizagem da língua inglesa. O sistema faz uso de imagens, músicas, animações e jogos para estimular a participação da criança, tornando o método lúdico e interativo.
E-Blocks é composta por um painel portátil, com 15 posições de
leitura, onde são encaixados blocos codificados com letras, palavras, números e figuras. Este painel é conectado a um computador que executa o software de atividades.
Os softwares são diferenciados de acordo com o nível de aprendizagem da criança, desde o reconhecimento fonético das letras até a aquisição e consolidação do vocabulário.
A Mesa Educacional E-Blocks permite o trabalho em grupo de até 6 crianças que, por intermédio de brincadeiras, pensam, experimentam, descobrem significados de palavras, aprendem e constróem seus conhecimentos.
Para maiores informações http://www.eblocks.net/

REFERENCIA: http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_mesas_eblocks_mais.htm

Recursos da Positivo


MESA ALFABETO

Desenvolvida para auxiliar os processos de alfabetização e letramento desde o início até a sua consolidação;
Recurso multidisciplinar, que trabalha com todos os sentidos das crianças para fixar as atividades em sala de aula, ampliar vocabulário, auxiliar na compreensão de textos e melhorar a dicção;
Atende desde a Educação infantil a 4.ª série do Ensino Fundamental, além de Educação de Jovens e Adultos e Educação Especial
Desenvolvida para atender desde o início até a consolidação dos processos de alfabetização e letramento, a Mesa Educacional Alfabeto possui três níveis de atividades, que englobam desde o processo de reconhecimento de letras e construção de palavras até o trabalho com textos.

As atividades do software permitem o trabalho com fábulas, charadas, provérbios, ditos populares, trava-línguas, cantigas, animações, vídeos, além de oferecer um cadastro padrão com mais de 1800 palavras e 1100 imagens, todo o banco de dados e locução de palavras do Dicionário Aurelinho.




De acordo com as estratégias pedagógicas do educador, o conteúdo da Mesa Educacional Alfabeto pode ser renovado continuamente com a inclusão de novas palavras, sons, textos, imagens e animações.


Mesa Educacional Alfabeto tem sido utilizada com grande efetividade na educação de crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem e na educação especial, o que a torna altamente inclusiva atendendo até mesmo autistas. Os materiais concretos são identificados com Braille e todas as atividades são traduzidas para LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), características que possibilitam o atendimento de alunos cegos e surdos.


É possível utilizar o mesmo painel eletrônico da Mesa Educacional Alfabeto para operacionalizar a E-Blocks, mesa educacional voltada para o ensino de inglês para crianças.


Referencia: http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_mesas_alfabeto_mais.htm

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Analise da Entrevista Realizada com Professores – Total de Entrevistas Feitas: 10

 Abaixo segue as questões da entrevista feita a educadores na cidade de São Leopoldo, onde atuam na Rede Estadual de Ensino e na Municipal, assim em cada questão fizemos apanhado geral de todas as entrevistas, que realizamos e assim temos as seguintes questões:

As Novas Tecnologias e a Educação


Formação do entrevistado:

Dos professores entrevistados, 1 está fazendo sua graduação, 6 tem graduação em Pedagogia, História, Português, Matemática; e 3 tem ou estão fazendo uma pós-graduação.

Atua em Instituição mantida pelo Estado, município, ou particular?

Dos docentes entrevistados 3 trabalham na rede estadual de ensino e os demais na rede municipal.

Tem acesso onde trabalha a que tipo de tecnologia?

Nesta questão os professores do estado, relataram que não tem acesso as tecnologias na escola, já os professores da rede municipal afirmam que na escola o trabalho é acessível as tecnologias, pois eles tem computadores, com internet, com softwares específicos para a educação e alguns tem data show.

A escola tem laboratório de informática?

Sim, todas escolas tem laboratórios de informática

Os alunos tem acesso ao laboratório?

Escolas Estaduais, os alunos não tem acesso ao laboratório de informática, pois falta um profissional responsável pelo laboratório, e sem alguém responsável ninguém pode usar, muitos docentes aqui relatam que os laboratórios estão completos mas assim acabam muitas vezes sucateados por falta de uso.

Nas escolas da rede municipal, os alunos tem acesso ao laboratório, onde freqüentam este no mínimo uma vez por semana, dependendo do projeto/trabalho que estes estão realizando, junto as professoras.

Existe algum projeto que a sua escola participe, ligado as tecnologias? ( Se afirmativo, qual?)

Escolas Estaduais: Não

Escolas Municipais: Sim, nas escolas do município os alunos e os docentes participam do projeto da Positivo informática.

Existe um software especifico para este trabalho? ( Se afirmativo, descreva como funciona)

Escolas Municipais: a Positivo trabalha conjuntamente a cada escolas e os docentes, onde o professor em seu planejamento inclui atividades que ele faz para seus alunos utilizando estes softwares da positivo, onde o professor pode montar apresentações de histórias e diversas atividades que ele cria, segundo o interesse dos alunos, através do projeto de aprendizagem que ele está desenvolvendo com seus alunos e propícia aos educando, além disto os computadores, tem toda uma estrutura, onde cada mesa interativa, está preparada para receber seis alunos, que assim vão interagindo juntos. Algumas atividades mais focadas para a alfabetização, já estão prontas segundo o software, mas também através dos e-blocks o professor direciona da maneira e conforme a temática trabalhada a atividade a ser desenvolvida.

Você já participou de algum curso/ palestra/ projeto sobre a utilização das tecnologias na educação?

Estado: não

Município: sim, antes de trazermos estas atividades e interação em sala de aula com as mesas educacionais da positivo, tivemos uma formação bem intensa, para estarmos capacitados a utilizar estas novas tecnologias nas escolas, e isto é um projeto que se segue, e sempre tem encontros para reciclagem e troca de idéias entre os docentes envolvidos.

Qual a importância/ relevância que você acredita que tem a inclusão digital na educação?

• Incluir o aluno em uma novo meio de educação, trazendo através da interatividade, a percepção que assim ele interage e aprende com mais facilidade

• Preparar o aluno para a vida cotidiana e profissional

• Possibilitar aos alunos diversas vivências

• A inclusão na educação digital para o educando hoje, tem papel fundamental pois emerge a necessidade de uma educação mais prazerosa, mas atual, e não mais aquela educação tradicional, não só quadro e caderno, mas também outras vivências, preparando este para a vida futura, e trazendo para a escola a interação dos alunos de forma efetiva, através dos meios digitais.

Quais os pontos negativos da inclusão digital na educação?

Os pontos negativos na inclusão digital relatados pelos entrevistados, foi que ela demora muito para acontecer, efetivamente nas escolas, e o que falta ainda é uma capacitação a mais do profissional de educação, para planejar e saber elaborar atividades ricas de conteúdo para seus alunos, e que seja de interesse deles, pois como citam que a internet toma muito tempo dos alunos, que hoje estes não mais estudam, pois seu tempo é todo dedicado à rede.

Quais as dificuldades o educador encontra na sua prática pedagógica no uso das tecnologias?

• A aceitação de alguns alunos em realizar certas atividades;

• Falta de instrumentos para este trabalho

• Falta de acompanhamento no planejamento e uma proposta pedagógica.

• Equipamentos sucateados

• Restrições ao uso dos laboratórios, falta de computadores

• Falta de capacitação

• Propostas de trabalho

Falto incentivo por parte do governo para que esse trabalho contemple mais o educando?

Em geral nesta questão aos professores do município se sentem mais contemplados, enquanto os educadores do estado, falam que este trabalho, precisa de muita mudança por parte do governo para que efetivamente comece a ser feito, pois faltam equipamentos específicos, e que estejam funcionando, falta formações oferecidas pelos governo, e também profissionais responsáveis pelas salas de informáticas, ou monitores.

E o educador, precisaria de quais incentivos ( cursos, carga horária...) para tornar o trabalho da inclusão digital na educação mais enriquecedor ao educando?

O trabalho em educação seja para contemplar qualquer área do conhecimento, precisa de muito estudo, pesquisa, conhecimento e tempo disponível para os docentes “darem conta de fazer tudo que lhes é cabível. Citam que ainda faltaria, tempo para o planejamento, mas tempo para aplicar as atividades com os alunos nos laboratórios e ate mesmo em sala de aula, ou em casa, alguns cursos e qualificações e especificamente mais investimento por parte dos governantes nas instituições de ensino, que hoje deixam a desejar em diversas áreas.


 Fonte da imagem: bp2.blogger.com/.../s320/digital_hub.jpg

Após analisarmos todas as entrevistas e termos feito este apanhado geral que você acabou de ler, fazemos relação destas questões com a questão principal do nosso projeto de pesquisa, sobre a prática pedagógica e as dificuldades que os docentes encontram em trabalhar/incluir os recursos digitais na educação.



Sabemos que são inúmeras as dificuldades encontradas pelos educadores, mas ainda assim percebemos que o primeiro passa ainda a ser tomado em diversas das intituições de ensino, é que os governante priorizem a formação de profissionais capacitados para fazer um trabalho utilizando as tecnologias, que assim se inclua nos currículos escolares este novo domínio e que ainda seja feito todo um investimento em recursos digitais, para que aí começarmos a nos perguntar e agora quais as dificuldades que os docentes encontram em realizar esta prática, pois ainda falta muita coisa antes disto, que são os incentivos e recursos por parte dos que mantém as instituições de ensino. A falta de acessibilidade então é a maior dificuldade encontrada na prática docente.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Analisando a Nossa Enquete, Realizada no Blog.

Segundo a pesquisa feita em nosso blog, que está visível ao lado, podemos observar as respostas obtidas através de nosso gráfico.

A pergunta inicial a enquete era:
O que mais tem dificultado o ensino por meio das novas tecnologias?



Assim observando que a falta de conhecimento por parte dos educadores, foi a mais votada, analisamos e aqui comentamos o algumas aprendizagens feitas por nos através do desenvolvimento deste projeto e nossa analise em geral sobre esta nossa pequena enquete.

Sabemos já que diversas tecnologias fazem parte do nosso dia-a-dia, sejam nós educadores ou educando e que as tecnologias digitais cada vez mais ganham mais espaço e estão ao alcance de grande porcentagem da população. Há muito tempo se fala da inclusão digital na educação, como se fala de “ um novo modelo”, ou até mesmo uma nova forma de se fazer educação, mas a escola por mais que gere esta discussão, não tem inserido no seu currículo escolar propostas que contemplem os recursos digitais na educação, ou mesmo que proporcione à seus educando a interação com este, preparando seus educados para um era digital, isto pra muitos que não tem acesso aos recursos e ainda aqueles que tem acesso, que vivenciam esta “nova era”, e estão inseridos no meio digital, visam a escola, como algo ultrapassado, arcaico, pois muitos educadores e os projetos educacionais não contemplam uma educação voltada para a era digital.

Assim percebemos que os professores não só, estão mal preparados para assumir um trabalho como também falta uma proposta educacional bem fundamentada, renomada para dar este primeiro passo em favor a educação, além destes fatores ainda faltam muitos investimentos dos governos na educação e nas instituições de ensino. Hoje começamos a ter alguns exemplos de novos investimentos na educação, como algumas empresas que colaboram com as instituições de ensino e também de alguns municípios. Agora pensando também no nosso foco do projeto de pesquisa, temos acompanhado mais centralmente o desenvolvimento em geral do sistema da positivo, no município de São Leopoldo, nas escolas de educação infantil e nas escolas de ensino fundamental, nas postagens do dia 23 de Outubro, relatamos nossos breves conhecimentos e um pouco de como atua o projeto nas instituições de ensino envolvidas, pois o Projeto das mesas da Positivo, agora é o foco da nossa temática, onde iremos agora nos aprofundar mais.

Ainda retomando as questões de nossa pesquisa, observando os relatos de algumas professoras envolvidas neste projeto, percebemos que muitas delas, não tinham proporcionado a nenhum aluno esta vivencia, que ainda não tinham pensado em efetivamente incluir as tecnologias, na sua prática pedagógica, e que se hoje atuam desenvolvendo estas atividades junto aos projetos de aprendizagem é exclusivamente por esta experiência que elas tem vivenciado a partir do Positivo e da Prefeitura de São Leopoldo, além do mais destacam todo o assessoramento que elas ganham para o desenvolvimento deste trabalho, pois as escolas tem as monitoras da positivo, que elas acompanham os professores e os alunos no desenvolvimento dos projetos e das atividades, é papel do monitor acompanhar o educador, e dar a ele sugestões de trabalho e na construção do projeto de aprendizagem. Segundo os coordenadores do projeto, o papel do monitor é fundamental com o professor, pois muitos educadores tem um certo receio, de proporcionar aos seus alunos estas atividades, e interação; e como todos os professores devem participar do projeto que faz parte do currículo escolar e do plano de ação de cada série, o monitor atua de maneira a incentivar o professor a realizar este trabalho semanalmente não só no laboratório, mas também em sala de aula. Assim também podemos perceber que não é só a falta de conhecimento, e sim muitas vezes falta de interesse e planejamento, pois efetivamente estas atividades precisam do educador um tempo a mais, para o seu planejamento.



Fonte da Imagem:

http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_mesas_alfabeto.htm

Segue o link da positivo para conhecer um pouco mais do trabalho.
http://www.positivoinformatica.com.br/site/ed_mesas.htm

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

A Biologia de um amor para a educação sem distâncias

O seguinte artigo traz como reflexão a educação sem distâncias e os seus paradigmas, muito bem fundamentado este artigo. Relacionando a educação "aos mundos digitias",  onde fala do amor, pela prática desta educação, trazendo como tema central a utilização dos TVDs, que são  meios de comunicação e interação, de fácil acesso, onde as pessoas podem se comunicar e interagir ao mesmo tempo  sem sair de suas casas, e ao mesmo tempo estando em diversos lugares por esta mobilidade; o estar virtual.
Este artigo traz vários conceitos que para nós estudantes do PA, Ensino Aprendizagem no Mundo digital, que nós é interessante ler, e por um momento parar e refletir sobre a EAD, em questão.
http://www.abed.org.br/congresso2009/CD/trabalhos/1552009214901.pdf

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

o Link abaixo, traz uma série de textos sobre Os profissionais do futuro e como a educação tem colaborado para isso, ou ainda como ela deve se preparar para o futuro, pois a maioria do profissionais hoje capacitados estão despreparados para o futuro, aqui traz a visão das empresas, dos pais, das escolas, de especialistas sobre a questão da formação dos novos profissionais, que um bom profissional se forma na escola.


http://veja.abril.com.br/em-profundidade/escolas-trabalho/

O Perfil do Novo Professor


Click sobre a imagem, para visualizá-la melhor:
Escola do futuro




O papel do professor: guiar o aprendizado

A facilidade com que os alunos interagem com a tecnologia também impôs uma mudança de comportamento em sala de aula. Hoje, já não é exclusividade dos mais jovens manter blogs, atualizar perfis em redes sociais ou bater papo com amigos na internet. A geração digital passou a exigir que o professor fizesse o mesmo - e ele está mudando pouco a pouco. Os motivos são claros. Em um mundo onde todos recorrem à rapidez do computador, nenhuma criança aguenta mais ouvir horas de explicações enfadonhas transcritas em uma lousa monocromática. "A tecnologia faz parte do cotidiano de todos os jovens. Os alunos esperam que o professor se utilize disso em sala de aula. Seu papel mudou completamente, mas continua essencial. Ele guia o processo de aprendizagem, sendo o elo entre o aluno e a comunidade científica", afirma Linda Harasim, professora da Universidade Simon Fraser, em Vancouver, no Canadá. O problema é, justamente, adaptar a tecnologia ao conteúdo pedagógico. É consenso entre os especialistas que não basta apenas investir em laboratórios, salas multimídia e projetores de luz. Muitas escolas, mesmo aquelas que gastam rios de dinheiro em equipamentos de última geração, deixam de lado o treinamento dos professores. Sem mudança na metodologia, as novas ferramentas são subtilizadas. "Passamos praticamente uma década do novo milênio e nosso modelo educacional ainda reflete a prática dos séculos XIX e XX. A internet ainda é usada, geralmente, como tampa-buraco ou enfeite nas salas de aula tradicionais", acrescenta Harasim.
O professor de informática Jean Marconi, de Brasília, acompanhou de perto a dificuldade imposta pelos novos recursos tecnológicos. Quando o colégio onde trabalha investiu pela primeira vez em equipamentos digitais, a direção não se preocupou em desenvolver um novo método de ensino nem capacitar os professores. Marconi aproveitou a formação em tecnologia da educação e propôs à escola treinar seus colegas. Hoje, segundo ele, todos já têm contato com as novidades e criam projetos para suas próprias disciplinas. "O colégio tinha a proposta, mas andava a passos lentos. Fui, então, de professor em professor despertando a curiosidade. Consegui que houvesse uma integração entre o conhecimento do educador e a tecnologia. Mas há alguns que ainda têm medo de mexer com essas ferramentas".
Para a pedagoga Sílvia Fichmann, coordenadora do Laboratório de Investigação de Novos Cenários de Aprendizagem (LINCA) na Escola do Futuro da USP, um dos motivos pelos quais os professores ainda resistem em utilizar a tecnologia é o receio de perder o posto de detentor único de conhecimento. "A internet rompeu com uma série de paradigmas. O professor, hoje, tem de se conscientizar de que não sabe tudo e precisa ser muito mais parceiro do aluno na busca pelo saber", afirma. Sílvia diz que não é fácil lidar com as novas ferramentas, mas cabe ao educador coordenar e orientar as tarefas. "O problema é que existem três tipos de professor: os que preferem o método tradicional, aqueles que não sabem utilizar a tecnologia e, finalmente, os que se adaptaram ao novo contexto. Eles convivem em uma mesma sala de aula, o que impede a adoção completa da tecnologia", completa.

Lousa interativa - As novas ferramentas nunca preocuparam a professora de Ensino Fundamental Éride Rosseti (na foto ao lado), de São Paulo. Com 32 anos de magistério, a educadora assistiu a passagem do quadro-negro para o magnético e maneja, agora, sem problemas a lousa interativa, que permite salvar as tarefas feitas pelos alunos, além de exibir imagens, músicas e vídeos. Incentivada pelo colégio, ela participa de cursos de capacitação e é usuária da comunidade virtual da escola, na qual posta comentários sobre as aulas e exercícios de fixação. "Com a tecnologia, posso interagir com os alunos em tempo real. É uma forma de eles não se sentirem sozinhos quando estão fazendo a lição em casa. As crianças adoram e o professor tem de cumprir o papel social de abraças as novas tecnologias", diz.
Criar um blog foi a alternativa encontrada pela professora de ciências carioca Andrea Barreto para incentivar o hábito da leitura entre seus alunos da rede pública. Sem recursos, ela criou um espaço virtual, no qual os jovens podem tirar dúvidas e participar das discussões feitas em sala de aula. "Percebi a necessidade de ensinar dentro desse novo contexto depois que vi o desinteresse dos alunos. Mesmo os alunos mais carentes acessam a internet das lan houses e isso aumentou o rendimento", observa.
Mas a educação high-tech também oferece riscos, sobretudo devido à variedade de informação presente na web. Com a experiência de quem mantém um blog, tem conta no Orkut e usa diariamente o MSN, o professor de química Paulo Marcelo Pontes, de Recife, diz que não há como evitar que um aluno deixe de acessar bate-papo ou qualquer outra ferramenta disponível na rede. "Competir com isso traz mais desestímulo do que satisfação. O professor tem de produzir materiais e conteúdos que façam os estudantes participarem ou se interessarem pelo que está sendo divulgado", conclui.
(Caio Barretto Briso, Kleyson Barbosa, Luís Guilherme Barrucho e Sofia Krause)

http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/papel-professor-manter-se-antenado-430583.shtml

Observa-se que neste texto, o papel do professor, e a prática que ele desempenha junto as tecnologias digitais, que é o tema que temos estudado e tratado aqui neste blog, com visão de perceber as dificuldades/barreiras que impedem um trabalho renomado na educação com o uso das tecnologias digitais, pois hoje o acesso a informações, conhecimento e saberes está ao alcançe de todos e de uma maneira muito fácil e clara. O papel do novo professor deve estar voltado para contemplar seus alunos com suas areas de interesse fazendo vinculo com o seu curriculo, que tem a cumprir a partir do ano letivo. Ainda alguns tem dificuldade em utilizar este recurso,  mas com o passar do tempo está dificuldade deve diminuir totalmente, por que não utilizar as tecnologias a favor da educação? Acreditamos que o uso das tecnologias podem ser um incentivo que está faltando para a educação ficar mais atrativa, que tenha mais gosto, que possa envolver os alunos, nas pesquisas, nos assuntos trabalhados, assim sanando as nossas dúvidas e cada vez mais criando novas dúvidas a fim de tornar o aluno um "ser pesquisador".
Vejamos o exemplo da professor que atua a muitos anos no magistério e que mesmo assim, não se deixou vencer e incluiu na sua prática as tecnologias, como na foto a lousa interativa, vejamos quão interessante este trabalho é feito e como se dá seu desenvolvimento, e ainda mais o envolvimento por parte dos alunos pode ser acompanhado pelo professor, e asim muito antes ele pode fazer um melhor diagnostico do seu aluno.

Veja também a reportagem sobre o Twitter na nova educação:
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/twitter-educacao-507544.shtml

Leia! Leia! Leia! Ótima Fábula....

E agora, Mestre Giz?







Há duas décadas atrás, lá pelo final da década de 80, Mestre Giz reinava na escola e era a última palavra depois do livro didático. Tinha um enorme orgulho, aliás, de conhecer o livro didático, seu mestre, de cabo a rabo. Suas aulas eram impecáveis e se você perdesse uma delas na sexta série A, poderia assistir a mesma aula na sexta série B, pois Mestre Giz tinha uma aula tão “redondinha” que até as piadinhas eram perfeitamente encaixadas no contexto da aula. Absolutamente tudo sem imprevistos e nem improvisos.
(google imagens)


Como que por mágica, Mestre Giz deu uma cochilada numa bela e preguiçosa tarde, logo depois do almoço, e viu-se transportado no tempo para uma década adiante, lá pelo final dos anos 90, na virada para 2000. Acordou babado e meio assustado com o que viu: uma sala cheia de computadores, com uma Internet meio capenga e dezenas de cadeados por todos os lugares possíveis. Era a escola tecnológica chegando.
Mestre Giz logo desconfiou daquela parafernália toda e concordou de imediato com a gestão da escola de que era preciso colocar muitos cadeados nas portas e impedir os mortais comuns de mexerem naquelas coisas, evitando assim quebrá-las. Também concordou que seria preciso muito treinamento, formação e projetos inovadores nos próximos anos para que se pudessem usar aquelas coisas e, acima de tudo, era preciso saber para que se usariam aquelas coisas. Se era para ensinar, ele não precisava, pois já sabia fazer isso.
Dias, semanas, meses e anos se passaram e os alunos revoltosos continuavam querendo usar aquelas maquininhas. Mas para quê? Mestre Giz até foi obrigado a fazer um curso sobre como usar um tal de Word e outro Excel, mas já havia esquecido tudo e, além disso, ele não precisava realmente daquilo. Alguns colegas, até mais velhos do que ele, já tinham computadores em sua casa e os usavam, até para “surfar” na Internet, e ele mesmo já havia comprado um para sua filha, mas na escola as coisas eram diferentes porque faltava alguma coisa a mais para poder usar os computadores: faltava um motivo!
Certa vez um professor metido a diferente levou a classe até a Sala de Informática, mas quebrou a cara porque os computadores estavam muito velhos e desatualizados e a Internet nem funcionava em alguns computadores. Além disso, os alunos usavam as Lan Houses do bairro e dispunham de máquinas muito melhores em suas próprias casas. Mestre Giz não pôde esconder um certo sorriso de satisfação ao ver comprovada a sua tese de que aquelas maquininhas eram mesmo inúteis na escola.
Como o tempo é o grande carrasco das verdades absolutas, um dia aquele professor teimoso, de tanto teimar, conseguiu fazer algo dar certo na Sala de Informática. Não foi nada de muito sofisticado, apenas uma pesquisa rápida na Internet e um texto, digitado naquele tal de Word. Pura perda de tempo, concluiu logo Mestre Giz. A cena se repetiu outras vezes e até mesmo com outros professores, mas a grande pergunta de Mestre Giz continuava sem resposta: e para que EU preciso disso?
Hoje cedo Mestre Giz levantou da cama pelo mesmo lado que sempre levanta, pisou com o pé direito primeiro, como sempre, e tomou seu café com leite e pão com manteiga antes de ir para a escola. Escola que, aliás, parece cada dia pior. Os alunos já não têm mais tanto respeito como antes e nem demonstram muito interesse pelas suas aulas que, à propósito, continuam “redondinhas” como há duas décadas! “Azar o deles”, sentencia Mestre Giz.
Alguns colegas professores andam com notebooks ao invés de cadernos, e usam um tal de data-show de vez em quando, ao invés do projetor de slides. Parece que é melhor, mas dá muito trabalho fazer alguma coisa no computador para depois ter que usar o notebook da escola e o data-show e, além disso, não há ninguém na escola para fazer toda essa montagem para os professores. Os professores têm que, eles mesmos, colocarem as imagens no computador e ligar tudo no data-show. Assim fica muito difícil, conclui para si mesmo Mestre Giz, com um certo ar de espanto com aqueles professores que conseguem fazer essas coisas sozinhos e sem cursos ou formações especiais.
Na hora do intervalo, Mestre Giz fez as contas para sua aposentadoria e descobriu que agora falta pouco. Ainda bem, pensou ele, afinal a escola mudou muito e está cada dia mais difícil ensinar. Ele tem pena desses professores mais novos que são obrigados a usarem computadores, Internet, data-show, DVD e outras porcarias para poderem ensinar suas disciplinas. Ele nunca precisou de nada disso. É pena também que os alunos não saibam dar o merecido valor às suas aulas e não entendam que ele já sabe tudo o que os alunos precisam saber. É pena que a juventude ache que pode escolher o que aprender só porque tem uma tal de Internet e que passem tanto tempo nos computadores ao invés de estarem mergulhados nos livros.
Quando estava saindo para o almoço uma aluna lhe perguntou se não podia entregar em um CDROM a pesquisa que ele passou como tarefa, ou mandar por e-mail. É claro que ele respondeu que não. E como esses alunos estão a cada dia mais atrevidos, a garota lhe perguntou com a maior inocência “porque não?”.
Sacando como sempre de sua arma mais poderosa, a razão, Mestre Giz disparou na aluna o mesmo petardo que vem disparando há duas décadas em todos aqueles que lhes questionam o porquê dele simplesmente se negar a usar as novas tecnologias na educação: “Ora, minha cara, eu não preciso de nada disso para lhe ensinar minha matéria”. Mas, desta vez, ao invés do silêncio que costuma receber em resposta, a garota, atrevida que é, parece que resolveu retrucar com algo que até então Mestre Giz ainda não havia compreendido muito bem: “Eu sei que VOCÊ não precisa, professor, mas EU preciso e PRECISAREI A VIDA TODA. Porque não posso usar então?”.


E agora, Mestre Giz?

 Este texto é uma fábula. Ele é totalmente fictício. Mestre Giz, ou professores que acreditam que não precisam usar as novas tecnologias na escola porque são capazes de ensinar sem elas e que desconhecem a necessidade que os alunos têm de aprender com elas, são personagens inexistentes na vida real. Qualquer semelhança entre os personagens dessa fábula e a realidade cotidiana de uma escola é mero fruto da sua própria imaginação.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Novas Tecnologias e Mediação Pedagogica, por Jose Manuel Moran

Sugiro com leitura o seguinte livro:
Novas tecnologias e Mediação Pedagogica, por Jose Manuel Moran


http://books.google.com.br/books?hl=pt-BR&lr=&id=i7uhwQM_PyEC&oi=fnd&pg=PA5&dq=o+professor+e+a+pr%C3%A1tica+pedagogica+com+as+tecnologias&ots=hLZE3Kaas9&sig=EtO0rl8MWl8OfZ1GC76gXdXaAMY#v=onepage&q=&f=false Os inúmeros investimentos em tecnologias  de alta velocidade, surgem para conectar alunos e professores no ensino, seja ele presencial ou a distancia. Como  se já vem discutindo em outros momentos, pensa-se de maneira de que essas  novas tecnologias possam trazer soluções rápidas para mudar a educação, trazendo mais valorização da escola, e do trabalho do profissional, refletido na formação do aluno, preparado para o futuro.  Assim discuti-se: até que ponto, entretanto, tais investimentos não concorrerão apenas  uma onda de modernidade, sem trazer nenhuma "melhora" para o ensino-aprendizagem, mas que seja apenas um ato passageiro, sem valor?
Assim este livro discuti a introdução da informática na  educação. No debate se inserem, entre outros temas, questões associadas a propostas de integração e utilização do computador e da Internet na escola. Numa bordagem de mediação pedagógica, as discussões convergem a uma revisão ampla do papel do professor nos dias de hoje, o que sabemos que se tem sido muito discutido hoje, sobre qual o papel do educador segundo a formação de um ser humano preparado para as exigencias do futuro, e do mercado de trabalho.Assim o diálogo nesta leitura traz uma analise para nós sobre a perspectiva que temos quanto a educação, de se construir novas propostas de ensino-aprendizagem, com novas perspectivas para a educação.




Boa Leitura!!!

Os desafios de ensinar e educar com qualidade
José Manuel Moran




Há uma preocupação com ensino de qualidade mais do que com educação de qualidade. Ensino e educação são conceitos diferentes. No ensino organiza-se uma série de atividades didáticas para ajudar os alunos a compreender áreas específicas do conhecimento (ciências, história, matemática). Na educação o foco, além de ensinar, é ajudar a integrar ensino e vida, conhecimento e ética, reflexão e ação, a ter uma visão de totalidade. Educar é ajudar a integrar todas as dimensões da vida, a encontrar nosso caminho intelectual, emocional, profissional, que nos realize e que contribua para modificar a sociedade que temos.
Educar é colaborar para que professores e alunos - nas escolas e organizações - transformem suas vidas em processos permanentes de aprendizagem. É ajudar os alunos na construção da sua identidade, do seu caminho pessoal e profissional - do seu projeto de vida, no desenvolvimento das habilidades de compreensão, emoção e comunicação que lhes permitam encontrar seus espaços pessoais, sociais e profissionais e tornar-se cidadãos realizados e produtivos.
Educamos de verdade quando aprendemos com cada coisa, pessoa ou idéia que vemos, ouvimos, sentimos, tocamos, experienciamos, lemos, compartilhamos e sonhamos; quando aprendemos em todos os espaços em que vivemos - na família, na escola, no trabalho, no lazer etc. Educamos aprendendo a integrar em novas sínteses o real e o imaginário; o presente e o passado olhando para o futuro; ciência, arte e técnica; razão e emoção.
Ensinar/educar é participar de um processo, em parte, previsível - o que esperamos de cada criança no fim de cada etapa - e, em parte, aleatório, imprevisível. A educação fundamental é feita pela vida, pela reelaboração mental-emocional das experiências pessoais, pela forma de viver, pelas atitudes básicas diante da vida e de nós mesmos. A avaliação do ensino mostra-nos se aprendemos alguns conteúdos e habilidades. Os resultados da educação aparecem a longo prazo. Quanto mais avançamos em idade, mais claramente mostramos até onde aprendemos de verdade, se evoluímos realmente, em que tipo de pessoas nos transformamos.
Ensinar é um processo social (inserido em cada cultura, com suas normas, tradições e leis), mas também é um processo profundamente pessoal: cada um de nós desenvolve um estilo, seu caminho, dentro do que está previsto para a maioria. A sociedade ensina. As instituições aprendem e ensinam. Os professores aprendem e ensinam. Sua personalidade e sua competência ajudam mais ou menos. Ensinar depende também de o aluno querer aprender e estar apto a aprender em determinado nível (depende da maturidade, da motivação e da competência adquiridas).
Fala-se muito de ensino de qualidade. Muitas escolas e universidades são colocadas no pedestal, como modelos de qualidade. Na verdade, em geral, não temos ensino de qualidade. Temos alguns cursos, faculdades universidades com áreas de relativa excelência. Mas o conjunto das instituições de ensino está muito distante do conceito de qualidade.


O ensino de qualidade envolve muitas variáveis:



• Uma organização inovadora, aberta, dinâmica, com um projeto pedagógico coerente, aberto, participativo; com infra-estrutura adequada, atualizada, confortável; tecnologias acessíveis, rápidas e renovadas.


• Uma organização que congregue docentes bem preparados intelectual, emocional, comunicacional e eticamente; bem remunerados, motivados e com boas condições profissionais, e onde haja circunstâncias favoráveis a uma relação efetiva com os alunos que facilite conhecê-los, acompanhá-los, orientá-los.


• Uma organização que tenha alunos motivados, preparados intelectual e emocionalmente, com capacidade de gerenciamento pessoal e grupal.


O ensino de qualidade é muito caro, por isso pode ser pago por poucos ou tem que ser amplamente subsidiado e patrocinado.
Poderemos criar algumas instituições de excelência. Mas a grande maioria demorará décadas para evoluir até um padrão aceitável de excelência.
Temos, no geral, um ensino muito mais problemático do que é divulgado. Mesmo as melhores universidades são bastante desiguais nos seus cursos, metodologias, forma de avaliar, projetos pedagógicos, infra-estrutura. Quando há uma área mais avançada em alguns pontos esta é colocada como modelo, divulgada externamente como se fosse o padrão de excelência de toda a universidade. Vende-se o todo pela parte. O que muitas vezes é fruto de alguns grupos, lideranças de pesquisa, aparece como se fosse generalizado a todos os setores da escola, o que não é verdade. As instituições vendem externamente os seus sucessos - muitas vezes de forma exagerada - e escondem os insucessos, os problemas, as dificuldades.
Temos um ensino em que predominam a fala massiva e massificante, um número excessivo de alunos por sala, professores mal preparados, mal pagos, pouco motivados e evoluídos como pessoas.
Temos muitos alunos que ainda valorizam mais o diploma do que o aprender, que fazem o mínimo (em geral) para ser aprovados, que esperam ser conduzidos passivamente e não exploram todas as possibilidades que existem dentro e fora da instituição escolar.
A infra-estrutura costuma ser inadequada. Salas barulhentas, pouco material escolar avançado, tecnologias pouco acessíveis à maioria.
O ensino está voltado, em boa parte, para o lucro fácil, aproveitando a grande demanda existente, com um discurso teórico (documentos) que não se confirma na prática. Há um predomínio de metodologias pouco criativas; mais marketing do que real processo de mudança.
É importante procurar o ensino de qualidade, mas consciente de que é um processo longo, caro e menos lucrativo do que as instituições estão acostumadas.
Nosso desafio maior é caminhar para um ensino e uma educação de qualidade, que integre todas as dimensões do ser humano. Para isso precisamos de pessoas que façam essa integração em si mesmas no que concerne aos aspectos sensorial, intelectual, emocional, ético e tecnológico, que transitem de forma fácil entre o pessoal e o social, que expressem nas suas palavras e ações que estão sempre evoluindo, mudando, avançando.


As dificuldades para mudar na educação


As mudanças demorarão mais do que alguns pensam, porque nos encontramos em processos desiguais de aprendizagem e evolução pessoal e social. Não temos muitas instituições e pessoas que desenvolvam formas avançadas de compreensão e integração, que possam servir como referência. Predomina a média - a ênfase no intelectual, a separação entre a teoria e a prática.
Temos grandes dificuldades no gerenciamento emocional, tanto no pessoal como no organizacional, o que dificulta o aprendizado rápido. São poucos os modelos vivos de aprendizagem integradora, que junta teoria e prática, que aproxima o pensar do viver.
A ética permanece contraditória entre a teoria e a prática. Os meios de comunicação mostram com freqüência como alguns governantes, empresários, políticos e outros grupos de elite agem impunemente. Muitos adultos falam uma coisa - respeitar as leis - e praticam outra, deixando confusos os alunos e levando-os a imitar mais tarde esses modelos.
O autoritarismo da maior parte das relações humanas interpessoais, grupais e organizacionais espelha o estágio atrasado em que nos encontramos individual e coletivamente em termos de desenvolvimento humano, de equilíbrio pessoal, de amadurecimento social. E somente podemos educar para a autonomia, para a liberdade com processos fundamentalmente participativos, interativos, libertadores, que respeitem as diferenças, que incentivem, que apoiem, orientados por pessoas e organizações livres.
As mudanças na educação dependem, em primeiro lugar, de termos educadores maduros intelectual e emocionalmente, pessoas curiosas, entusiasmadas, abertas, que saibam motivar e dialogar. Pessoas com as quais valha a pena entrar em contato, porque desse contato saímos enriquecidos.
O educador autêntico é humilde e confiante. Mostra o que sabe e, ao mesmo tempo, está atento ao que não sabe, ao novo. Mostra para o aluno a complexidade do aprender, a nossa ignorância, as nossas dificuldades. Ensina, aprendendo a relativizar, a valorizar a diferença, a aceitar o provisório. Aprender é passar da incerteza a uma certeza provisória que dá lugar a novas descobertas e a novas sínteses.


Os grandes educadores atraem não só pelas suas idéias, mas pelo contato pessoal. Dentro ou fora da aula chamam a atenção. Há sempre algo surpreendente, diferente no que dizem, nas relações que estabelecem, na sua forma de olhar, na forma de comunicar-se, de agir. São um poço inesgotável de descobertas.
Enquanto isso, boa parte dos professores é previsível, não nos surpreende; repete fórmulas, sínteses. São docentes "papagaios", que repetem o que lêem e ouvem, que se deixam levar pela última moda intelectual, sem questioná-la.
É importante termos educadores/pais com um amadurecimento intelectual, emocional, comunicacional e ético, que facilite todo o processo de organizar a aprendizagem. Pessoas abertas, sensíveis, humanas, que valorizem mais a busca que o resultado pronto, o estímulo que a repreensão, o apoio que a crítica, capazes de estabelecer formas democráticas de pesquisa e de comunicação.
As mudanças na educação dependem também de termos administradores, diretores e coordenadores mais abertos, que entendam todas as dimensões que estão envolvidas no processo pedagógico, além das empresariais ligadas ao lucro; que apoiem os professores inovadores, que equilibrem o gerenciamento empresarial, tecnológico e o humano, contribuindo para que haja um ambiente de maior inovação, intercâmbio e comunicação.
As mudanças na educação dependem também dos alunos. Alunos curiosos e motivados facilitam enormemente o processo, estimulam as melhores qualidades do professor, tornam-se interlocutores lúcidos e parceiros de caminhada do professor-educador.
Alunos motivados aprendem e ensinam, avançam mais, ajudam o professor a ajudá-los melhor. Alunos que provêm de famílias abertas, que apoiam as mudanças, que estimulam afetivamente os filhos, que desenvolvem ambientes culturalmente ricos, aprendem mais rapidamente, crescem mais confiantes e se tornam pessoas mais produtivas.

Leia o artigo completo em:

http://74.125.155.132/scholar?q=cache:kMh--l_CYEwJ:scholar.google.com/+author:%22Moran%22+intitle:%22Ensino+e+aprendizagem+inovadores+com+tecnologias+...%22+&hl=pt-BR

Após a leitura deste artigo, no momento destacamos os trechos acima, retirados do artigo, cujo anedereço está disponibilizado acima, este texto nos responde algumas das nossas dúvidas e traz outras consigo também, que com as nossas pesquisas vamos descobrindo e aperfeiçoando nossas descobertas, sobre o tema, e inquietações, que aparecem conforme a pesquisa vai se desenrolando. Fala se muito do ensino com qualidade, mas o que hoje é considerado ensino de qualidade? Quais os meios para isso?
Aqui quando se fala nas dificuldade para mudar a educação, destaco uma parte que é bem marcande em nós educandos quando lembramos de nosso esducadores, e assim pensamos o papel e a importancia que este desempenhou em nossas vidas, e por este meio podemos pensar que educador eu quero ser, e assim e por outras maneiras podemos perceber o que devemos fazer, como devemos atuar, que profissional eu quero ser? Apartir da seguinte pergunta -  Que profissional eu quero ser? Gostaria que quem visita o blog deixasse suas contribuições.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Aliança necessária....

Educação e Tecnologia: uma aliança necessária




Juracy dos Anjos

 “Estamos diante de uma bela demonstração de que a modernização da educação é séria demais para ser tratada somente por técnicos. É um caminho interdisciplinar e a aliança da tecnologia com o humanismo é indispensável para criar uma real transformação. (...) Em síntese, só terá sentido a incorporação de tecnologia na educação como na escola, se forem mantidos os princípios universais que regem a busca do processo de humanização, característico caminho feito pelo homem até então”. (RENATO, Eduardo José. Informática e educação, 1997,05).
"A importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna. Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica.”
Entendidas por especialistas e educadores como ferramentas essenciais e indispensáveis na era da comunicação, as novas tecnologias ganham espaço efetivo nas salas de aula. Computadores ligados à internet, software de criação de sites, televisão a cabo, sistema de rádio e jogos eletrônicos. Estas são algumas das possibilidades existentes e que podem ser aproveitadas no ambiente escolar como instrumentos facilitadores do aprendizado.
Entretanto, apesar de muitas escolas possuírem estas tecnologias, as mesmas não são utilizadas como deveriam, ficando muitas vezes trancadas em salas isoladas e longe do manuseio de alunos e professores. Existem, segundo estudos recentes, professores e escolas que não conseguem interligar estes instrumentos às atividades regulares.
De acordo com o pedagogo Arnaud Soares de Lima Júnior, “o acesso às redes digitais de comunicação e informação é importante para o funcionamento e o desenvolvimento de qualquer instituição social, especialmente para a educação que lida diretamente com a formação humana”.
No entanto, ele ressalta que os modos de viver e de pensar a organização da vida estão em crise. Está em curso uma mudança qualitativa em virtude da rápida transmissão de informações entre as sociedades, rompendo com isso as barreiras geográficas dos países.
“Por isso, cabe à educação uma parcela de responsabilidade tanto na compreensão crítica do(s) significado(s) desta transformação, quanto na formação dos indivíduos e grupos sociais. Estes devem assumir com responsabilidade a condução social de tal virada, provocada, entre outros fatores, pela revolução nas dinâmicas sociais de comunicação e de processamento de informação”, analisa Arnaud.
Modernização - Neste cenário, a importância da reforma dos sistemas educativos é apontada pelas organizações internacionais como uma prioridade na preparação dos cidadãos para essa sociedade pós-moderna.
Não é à toa que a introdução das novas tecnologias digitais na educação apresentou mudanças para a dinâmica social, cultural e tecnológica. Modelos pedagógicos foram quebrados, tornando-se desatualizados frente aos novos meios de armazenamento e difusão da informação. Neste momento mudam também os conteúdos, os valores, as competências, as performances e as habilidades tidas socialmente como fundamentais para a formação humana.
Apesar de tentar responder a estas questões imediatas, muitos educadores salientam que a inserção, no contexto educacional, destas tecnologias ainda é encarada como uma articulação problemática.
“Esta parceria entre educação e tecnologia é muito difícil de ser efetivada. No que se refere às tecnologias digitais, principalmente, os professores têm dificuldades de interação. Eles já até admitem utilizar o computador e a internet para preparar as suas aulas, mas não conseguem ainda utilizar as mesmas nas suas atividades em sala de aula, como instrumento pedagógico”, observa a pedagoga Lynn Alves.
Para Lynn, o uso da tecnologia não deve se restringir a mera utilização ilustrativa ou instrumental da tecnologia na sala de aula. Exemplo disso, segundo a pedagoga são as aulas de informática de colégios particulares e públicos, que assumem apenas o papel de ensinar o uso dos programas.
“O jovem já sabe disso, ninguém precisa ensiná-lo. Por este motivo, estas aulas acabam se tornando um espaço de “desprazer”, porque os estudantes querem utilizar a tecnologia para criar, re-significar, construir e intercambiar saberes. Infelizmente, este potencial todo a escola ainda despreza”, frisa Lynn.

Internet e Educação

“A Internet é muito mais que um mero instrumento. Além de um dispositivo, ela representa um modo diferente de efetivar a comunicação e o processamento social da informação”. Esta observação é feita por Arnaud Soares Júnior, professor do mestrado em educação e tecnologia da Universidade Estadual da Bahia e autor do livro “Tecnologias Inteligentes e Educação: currículo hipertextual”.
De acordo com o educador, neste panorama de efetiva transformação, o uso da Internet não representa grande desafio para que os professores aprendam a sua utilização, porque suas funções mais sofisticadas são acionadas até mesmo por intuição. Isso por causa da expressão “interface amigável”, que viabiliza o manuseio rápido e fácil.
“Para acessar a Internet não se requer nenhum grau mais elevado de operação mental. Mas, discriminar suas características tecnológicas, sua lógica de funcionamento, e sua natureza comunicativa e informacional, de modo crítico, criativo e politicamente engajado, requer um processo de formação mais abrangente e conseqüente. Tal não poderá ser feito, por exemplo, pelos cursos relâmpagos de informática, nem pelos treinamentos em informática básica”, analisa o professor.
Já no que diz respeito a utilizar a internet como meio para atrair a atenção dos estudantes, Arnaud salienta que não basta prender a atenção dos estudantes com a tecnologia, porque isto já acontece naturalmente, em virtude das Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) exercerem fascínio nas novas gerações.
“A questão mais importante é como garantir uma educação de qualidade com a utilização das TICs e como definir sua utilização mais pertinente em cada contexto de formação. Para tanto devem ser consideradas as condições e as necessidades inerentes a cada contexto, além das novas tensões sociais que aí se refletem em função do crescente processo de globalização”, explica Arnaud Soares.
Para finalizar, o pedagogo menciona que diferente do que muitas pessoas acreditam, a Internet não é só uma rede meramente técnica e digital. “A Internet dever vista pelos educadores como uma rede de comunicação, de cultura, de socialização e sociabilidade. Ela está relacionada aos interesses políticos e mercadológicos, além de sua dinâmica estar submetida aos efeitos dos desejos e de representações sociais”, conclui Arnaud.


Jogos eletrônicos: ferramenta importante na aquisição do saber

“A presença dos elementos tecnológicos na sociedade vem transformando o modo dos indivíduos se comunicarem, se relacionarem e construírem conhecimentos. Somos hoje praticamente vividos pelas novas tecnologias”.
A partir desta reflexão, Lynn Alves, professora do mestrado em educação e contemporaneidade da Uneb e autora do livro: “Game Over: Jogos Eletrônicos e Violência”, demonstra a importância da tecnologia, em especial os jogos eletrônicos na vida dos jovens contemporâneos.
Encarada por muitos como nocivo e prejudicial ao desenvolvimento cognitivo dos jovens, os jogos eletrônicos vêm ganhando espaço entre vários estudos e demonstram que podem ser mais um instrumento pedagógico no ambiente escolar. Esta reflexão partir da concepção que existe hoje uma geração submerso no mundo da tecnologia, que tem acesso seja através da televisão ou dos vídeos-game ou das LAN house.
De acordo com estes estudos, os sujeitos nascidos na pós-modernidade estão imersos em um mundo altamente tecnológico. Esta geração é defendida pelos estudiosos como os “nativos digitais” ou “geração mídia”. Uma categoria que vem sendo largamente discutida na atualidade.
Com a utilização de alguns jogos eletrônicos, a exemplo do Simcity, Civilizations e RPG, “os professores podem trabalhar o aprendizado em geografia, história, porque nesse jogo desafia os estudantes a administrar recursos, criar cidades, enfrentar catástrofes, fazer escolhas, planejar, entre outras coisas”, comenta a educadora Lynn.
Nesta perspectiva, e através do jogo eletrônico, os estudantes são estimulados a saber quais as conseqüências de colocar uma escola perto de uma fábrica poluente, além de verificarem quais os problemas sociais ou de saúde as ações realizadas durante o jogo podem causar.
De acordo com Lynn, até mesmo nos jogos violentos, tanto crítica por inúmeros pais, podem servir de fonte de aprendizado e estímulo entre o público jovem. “Você pode trabalhar a questão cognitiva, pois estes jogos exigem uma habilidade sensorial e motora muito grande, tomada de decisão e planejamento estratégico”, conclui Lynn.


                                                                                                                                                                    
Pensando na educação, apartir desta leitura e de outras...
A proposta pedagógica tem uma orientação humanista, buscando relações éticas e democráticas entre todos os envolvidos. Ha alguns anos primeiramente a escola lutava pela inclusão das artes na educação e isso aos poucos foi se inserindo no curriculo escolar, hoje também se busca a inclusão da educação digital que deveria fazer parte também do curriculo escolar. Os recursos cabivéis a educação de que dispomos hoje favorecem, nossas experiencias cada vez mais, além de aprimorar os valores, maneiras de pensar, ser e agir e muito mais que isto, a nossa maneira de interagir com os outros e com as produções da vida humana. Estas vivencias atingem a nossa sociedade como um todo, não podendo deixar de fora os nosso alunos de hoje, sejam crianças ou adultos, que em inúmeras vezes, estão muito familiarizados com os meios tecnologicos, esquecendo-se esta idéias que os mais velho tem que ensinar os mais novos, hoje presenciamos muitas atitudes e aprendizados que os mais novas ensinam os mais velhos. Assim vemos  as próprias crianças desenvolverem suas habilidades e competências de maneira autônoma, independente das orientações e do controle dos professores e, muitas vezes dos adultos, nos deparamos com os reflexos dos usos que fazem dessas novas tecnologias, evidenciando mudanças e transformações na linguagem que absorve características novas de ver, dizer e compreender o mundo. Percebemos, então, sinais típicos dessa nova tecnologia, nas diferentes produções escolares, sejam elas escritas, musicais ou imagéticas. Nos vocabularios, falas e produções. Isto ocasionado pela transformação da informação e assim ainda vemos muitos educadores afastados destas informações.Como pensar um planejamento preocupado com o uso das novas tecnologias?Como incluir os jogos digitais na educação? Quai os novos meios para uma prática pedagogica preocupada com uma formação futurista? São tantas as questões que nos rodeiam neste campo tão amplo pensado na educação e as tecnologias!